Benefit Solidário

4 11 2009

“Antes Verde Eufémia que Amarelo Transgénico”

Apoio aos acusados de Silves

Na sequência do corte de cerca de um hectare de milho transgénico, há dois anos, em Silves, há três arguidos no processo que decorre na Justiça portuguesa. E há um movimento de pessoas que se solidariza com os acusados deste processo e com a acção do Movimento Verde Eufémia.

O Algarve foi a primeira região portuguesa a declarar-se Zona Livre de Transgénicos. Em contrapartida, a Herdade da Lameira foi a primeira propriedade da região a cultivar milho transgénico, no caso da variedade MON810, violando a declaração e desrespeitando a vontade dos cidadãos.

A 17 de Agosto de 2007, cerca de 150 pessoas dirigiram-se para a Herdade da Lameira, perto de Silves, para fazer um protesto contra o cultivo de transgénicos. Na acção teve lugar uma ceifagem simbólica de menos de 1 hectare de milho transgénico.

Os activistas ofereceram publicamente ao agricultor sementes para recultivar os 51 hectares de milho transgénico com milho biológico. A proposta foi rejeitada pelo dono da propriedade, que continua a cultivar milho transgénico.

Nos dias que seguiram à acção, a vasta atenção mediática que o Movimento Verde Eufémia recebeu instigou uma grande polémica, com ressonância no público em geral, no próprio movimento ambientalista, no governo e nos meios académicos. Nunca uma acção ambientalista recebeu tanta atenção na história recente em Portugal.

Face à mediatização da acção, o governo, responsável por uma política favorável aos Organismos Geneticamente Modificados (OGM), reagiu com agressividade, numa tentativa de isolar os activistas do Movimento Verde Eufémia, através da mesma estratégia de amedrontamento e criminalização que toda a União europeia reserva para qualquer movimento contestatário. Nesse sentido, chegou ao ridículo de rotular a acção como um “acto terrorista” (Europol EU Terrorism Situation and Trend Report, 2008). Algumas pessoas relacionadas com o caso pela polícia, correm agora o risco de ser julgadas e punidas. Tornou-se, assim, mais difícil agir contra os OGM em Portugal. Os indivíduos, ou organizações que o fazem, correm um grande risco de ficar sob suspeita e vigilância das autoridades.

Com este benefit pretende-se:

  • Mostrar solidariedade com as pessoas acusadas no processo Verde Eufémia;
  • Obter fundos monetários para o processo judicial do caso;
  • Mostrar a todos os actores envolvidos no debate que a acção do Movimento Verde Eufémia não é um caso isolado no contexto histórico português e muito menos no actual contexto internacional, onde este tipo de acções são comuns, em particular contra o cultivo de OGM;
  • Promover o debate sobre o conceito de desobediência civil, do seu valor como uma forma de participação activa e empenhada da sociedade civil e da sua necessidade para salvaguardar as pessoas e o ambiente;
  • Promover a discussão sobre o tema dos transgénicos em Portugal;
  • Defender a liberdade de expressão de todos os cidadãos.

Convidamos, por isso, todos os que se sintam identificados com os objectivos deste grupo a promover acções de solidariedade em volta deste tema.

Para mais informação:

http://solimove.liveinfo.nl/
http://eufemia.ecobytes.net

Info da conta para donativos no apoio judicial da acção:
Conta: 0006 0947 8355
NIB: 0007 0000 00609478355 23
IBAN: PT50 0007 0000 0060 9478 3552 3
SWIFT/BIC: BESCPTPL

via Blogo Social Português

# mescalero





POR UMA SOCIEDADE LIBERTÁRIA

19 10 2009

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Parte II

Aqueles que estão familiarizados com as tradições radicais reconhecerão um foco anarco-comunista neste esboço de comunidade, um foco anarco-sindicalista no controle dos trabalhadores, e um foco anarco-feminista pela abolição da distinção entre esferas públicas e privadas da vida social. Acredito que sem a presença de cada um desses elementos os outros não poderão ser alcançados. Se apenas os trabalhadores controlassem tudo sozinhos sem deixar nenhum espaço de tomada de decisão à comunidade como um todo estaríamos a deturpar toda a razão revolucionária. Impedir que a comunidade participe também no controle dos meios de produção é algo sem sentido, vazio. O fracasso na democratização e na socialização das Casas, o fracasso em incluí-las (e sua consequentemente reprodução) como parte explícita e integrante dos arranjos sociais, deixaria intacta a divisão por género, ao mesmo tempo em que perpetuaria a dicotomia público/privado.

 Nas recentes décadas surgiram novas cidades, praticamente do nada, principalmente pelo “fomento” de empreendimentos de intercambio. Também, muitas casas utópicas completamente novas foram estabelecidas ao longo do século XIX nos Estados Unidos, e talvez noutros lugares. Seguramente será possível, tendo os recursos, construir novas casas a partir do nada no futuro, pelo menos numa escala limitada. Entretanto, esta será certamente mais uma excepção do que uma regra, especialmente no começo desta revolução. Na maioria das vezes, construir a partir do nada estará fora de questão durante os primeiros 50-75 anos.

 Portanto, a tarefa actual que enfrentamos é transformar estruturas existentes (edifícios, fábricas) e relações sociais naquilo que desejamos. Precisamos tentar imaginar como o nosso bairro modelo ficaria depois de ter sido convertido a partir de um bairro urbano típico (em vez de construí-lo do nada).

Vejamos primeiro se podemos converter a fábrica existente em algo mais útil ao viver democrático, cooperativo, sem esquecer que esta é a parte mais fácil; difícil mesmo é transformar as relações sociais (por exemplo, propriedade, família, trabalho, e as relações que exercem entre si). Lidarei com isto mais abaixo discutindo como chegar lá.

 Fábricas e lojas podem ser facilmente adaptadas, caso não possam ser usadas como estão (depois de ocupadas e serem auto-gestionárias). Algumas áreas terão que ser dedicadas às reuniões dos Círculos Operários e assembleias de projectos.

 Mais difícil será transformar uma rua cheia de residências individuais numa casa. Provavelmente algumas improvisações podem ser feitas: constroem-se passagens e túneis entre os edifícios; certos quartos para seminários, cuidados médicos, bloquear certas ruas para ordenar de forma diferente, ampliação de uma ou duas cozinhas numa unidade comunal; rearranjo de quartos, etc..

Também será difícil de achar um espaço de reunião para a Assembleia de Casas. Há opções porém. Uma igreja, um ginásio ou poli-desportivo seria uma forma de se encontrar a solução. Mas também, armazéns, supermercados e lojas. A maioria destes espaços não pode segurar 2000 pessoas porém. Pode ser necessário começar com Assembleias de Casas menores – digamos, cinco Casas de 200 pessoas cada – formando uma Assembleia de Casas de 1000 pessoas, em vez de dez Casas formando uma Assembleia de Casas de 2000 pessoas.

Mais tarde, quando o fluxo de riqueza do bairro para a classe dominante for interrompido, quando a riqueza da classe dominante for re-apropriada pelo povo, os bairros irão querer, indubitavelmente e terão recursos para fazer isso, construir espaços mais apropriados para a Assembleia de Casas, especialmente projectados para isso, como também novos complexos comunitários. Mas no princípio teremos que sobreviver com o que já existe. Todas as riquezas produzidas por séculos a fio estão embutidas no desenho arquitectónico actual, um desenho que reflecte os valores, prioridades e relações sociais capitalistas. Levará muito tempo até que possamos demolir e reconstruir todo esse mundo físico, de forma a expressar as necessidades de pessoas livres. Para tal haja união.

Uma vez reconstruído, a nova civilização será caracterizada pelos seus espaços reservados à realização de assembleias. Da mesma maneira que mundos anteriores foram caracterizados pelas pirâmides do Egipto antigo, pelos templos e teatros da Grécia antiga, pelos castelos e catedrais da Europa medieval e pelos bancos e arranha-céus do capitalismo moderno, assim, o novo mundo social de pessoas cooperativamente autónomas será conhecido pelos seus espaços de reunião. Tais espaços em sua maioria terão distintas características arquitectónicas. Indubitavelmente serão de todas as formas e tamanhos. Além das grandes câmaras de assembleia gerais para os bairros (Assembleias de Casas), serão necessários alguns pequenos espaços que se adequam ao desenvolvimento dos projectos necessários a cada Casa e aos encontros dos Círculo Operário, como também espaços maiores para projectos ampliados e assembleias da Casas ampliadas. Após discussão e aprovação, algumas pessoas projectarão, construirão e equiparão bonitos  e excelentes espaços, onde de uma forma solidária todos se sentirão Homens Livres.

…continua

#Ferroadas





POR UMA SOCIEDADE LIBERTÁRIA

12 10 2009

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Vamo-nos concentrar num mundo alternativo. Suponhamos que seja possível construir um mundo social totalmente novo a partir do nada, ou seja, se fôssemos construir os bairros do nosso jeito. Com seriam?

      Eu imaginei um bairro assim:

Casas: Casas (no contexto dessa proposta) são unidades de aproximadamente 200 pessoas coabitando em um complexo de edifícios disponibilizando uma variedade de infrastruturas para indivíduos isolados, duas pessoas, famílias, e grandes famílias. O complexo teria instalações para reuniões, espaços comunais (como também espaços privativos) cozinha, lavandaria, educação primária e pré-primária, oficinas, ginásios, ambulatório de cuidados médicos básicos, maternidade, pronto-socorro e algumas instalações recreativas. As Casas são administradas democrática e cooperativamente por uma Assembleia directa de membros.

Projectos: Os projectos incluiriam todas as actividades cooperativas (mais de uma pessoa): agricultura, fabrica, ensino superior, pesquisa, medicina avançada, comunicações, transporte, artes, jogos desportivos, e assim sucessivamente, juntamente com outras actividades cooperativas dentro da própria Casa (cozinha, ensino, cuidados com crianças, serviços médicos, manutenção, etc.). Os edifícios seriam projectados e construídos para estas várias actividades. Interiormente, tais projectos seriam administrados democrática e cooperativamente por uma assembleia directa de sócios e ou membros. Alguns projectos, talvez a maioria, seriam controlados, no bom sentido, directamente pelo bairro, pela Assembleia do Bairro. Outros projectos seriam controlados por acordos entre várias ou muitas Assembleias dos Bairros.

Círculo Operário: Círculos Operários seriam unidades de aproximadamente 30-50 pessoas. Cada pessoa no bairro pertencerá a apenas um agrupamento de afinidade, desenhado o seu projecto piloto. Eventualmente tais agrupamentos por afinidade serão compostos por pessoas da mesma Casa mas a maioria delas estará envolvida com projectos fora da Casa, ou até mesmo fora do bairro. Todos os projectos (actividades cooperativas) serão tocados por tais agrupamentos. Estes agrupamentos se reunirão dentro do projecto para discutir assuntos, os quais, se necessário, serão levados às assembleias gerais. Os assuntos já discutidos no interior de cada projecto serão votados dentro das reuniões. As reuniões dos Círculos Operários são necessárias por causa das deliberações e genuínas discussões praticadas frente-a-frente em grupos com mais de 50 pessoas.

      Se surgirem pessoas de uma mesma Casa mas que actuam em projectos diferentes e queiram passar a trabalhar conjuntamente de forma autónoma, poderão recorrer à Assembleia da Casa enquanto entidade distinta, diferente da Assembleia do projecto (local de trabalho), embora a Casa possua Círculos Operários actuando em projectos como cozinha, educação, cuidado de crianças, e cuidados médicos.

Assembleia da Casa: A Assembleia da Casa é o núcleo da criação social. É uma assembleia de um bairro inteiro, em torno de 2000 pessoas, reunido num espaço próprio e suficientemente grande para facilitar a discussão democrática directa e a tomada de decisão. Claro que na prática o tamanho das Assembleias de Casas variará consideravelmente. Seu limite superior é entretanto determinado pelo número das pessoas que se podem encontrar num espaço suficientemente grande para que possam participar democraticamente das discussões, frente-a-frente e para desenvolver os processos de tomada de decisão.

Uma Associação de Assembleias de Casas: As Assembleias de Casas poderão  unir-se  umas às outras, por meio de pacto ou acordo combinado, formando uma associação maior. Haverá um acordo global que definirá a associação em geral, como também muitos acordos específicos para projectos em particular.

      Na Assembleia de Casas é o bairro que se governa. O bairro faz suas próprias regras, aloca seus próprios recursos e energias e negocia seus próprios tratados com outros bairros. O bairro controlará o espaço físico onde se situa, assim como todos os projectos e Casas dentro dele.

  Assim não teria mais lugar a:

hierarquia, representação, escravo assalariado, motivo de lucro, classes, propriedade privada dos meios de produção, impostos, estado, clero, alienação, exploração, elite de controle profissional de qualquer actividade, ou divisões formais por raça, género, idade, etnia, pontos de vista, convicções, ou inteligência. Este bairro, assim organizado, será a unidade básica da nova ordem social.

…continua

# Ferroadas





Obama Ganhou o Prémio Nobel da Paz

10 10 2009

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09.10.2009 – 13h47

Foi uma notícia que me deixou radiante. Porque é justa, porque é inesperada e é sob todos os aspectos excelente. Felicito o júri do Nobel pela sua coragem e lucidez. Realmente, ninguém tem mais condições para ganhar o Prémio Nobel da Paz do que Barack Obama. Porque é um homem da paz. Porque é um humanista. Porque é um homem de grande lucidez e inteligência política. Percebeu como ninguém que o mundo tem de mudar. Da mesma maneira que ele está a mudar a América, está a mudar a postura dos Estados Unidos no mundo. Com ele, a América aceitou o multilateralismo. Está a falar com a China, com a Rússia, com o Brasil, com o mundo árabe, com os africanos, com a América Latina e, obviamente, com a Europa. Para pôr em marcha uma cultura de paz e para poder transformar um mundo em guerra e pleno de conflitos de vária ordem num mundo dialogante, que perceba que a única possibilidade de fazer mudar as coisas é fazer a paz. Por isso acho que foi a melhor escolha possível. Obama merece-o como mereceram Mandela e tantos outros que se bateram a favor da paz. 

Público

Não estou de acordo com a afirmação, mas Mário Soares sabe que alguns de nós sabemos que estes prémios obedecem a estratégias que estão para além do domínio comum. Nem nos vão explicar! E que há uns Saramagos da nossa “praça” e do Mundo Global vêm nos dizer umas banalidades cheias de Fé e Esperança, como se fossemos um bando de atrasados mentais.

Comparar Obama com Mandela é ofensivo e é preciso não esquecer que Sarcozy foi indigitado para o mesmo prrémio na altura das candidaturas.

 

Como dira Saramago no seu melhor: “Perdoai-lhes Senhor que eles não sabem o que fazem”!

Aos Senhores da Guerra. Amén

 

Isabel Bilros

 

Mário Soares: ”Foi a melhor escolha possível”





Os pobres dos nossos ricos

28 09 2009

ricos

 

A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza,produz ricos. Mas ricos sem riqueza.

Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados.

Rico é quem possui meios de produção.

Rico é quem gera dinheiro e dá emprego.

Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro, ou que pensa que tem.

Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.

A verdade é esta: são demasiados pobres os nossos “ricos”.

Aquilo que têm, não detêm.

Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros.

É produto de roubo e de negociatas.

Não podem, porém, estes nossos endinheirado susufruir em tranquilidadede tudo quanto roubaram.

Vivem na obsessão de poderem ser roubados. Necessitavam de forças policiais à altura.

Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia.

Necessitavam de uma ordem socialem que houvesse poucas razões para a criminalidade.

Mas se eles enriqueceram foi graçasa essa mesma desordem (…)

MIA COUTO
No rescaldo das eleições e ao espreitar vários blogues,deparei-me com este texto de Mia Couto,com o qual me identifico.

Quem me dera ser poeta para escrever algo sobre os pobres dos nossos pobres…

#Mariazinha





A FALÊNCIA DO SISTEMA

28 09 2009

O constante elevado abstencionismo, verificado em consecutivas eleições, começa a acentuar uma dúvida imperativa: será que estará em causa a legitimidade democrática representativa?

Caso a abstenção se mantenha teimosamente neste patamar (40%) ou venha a subir até níveis mais elevados (60, 70, 80%) em próximos actos eleitorais, como deverá ser entendida a mesma? Uma falência do sistema político vigente? E qual a marca que obrigará definitivamente a assumir-se o facto como tal e a necessidade de procurar formas alternativas a este sistema político podre de corrupção, oportunismo e chupismo, em que os cidadãos cada vez mais descrentes manifestam o seu descontentamento recusando-se sistematicamente em votar?

É altura de se começar a pensar seriamente no assunto e estudar formas práticas e alternativas ao sistema vigente. Uma delas seria a democracia directa, que traria inúmeras vantagens em comparação com a democracia parlamentar. De uma coisa livrar-nos-íamos certamente: de políticos que utilizam o “mandato” que o Povo lhes atribui, segundo eles legitimamente, para fazerem negociatas, alimentarem lóbis e compadrios e “governarem” a seu belo prazer os destinos de quem apenas se lhe pede para depositar o voto numa urna de 4 em 4 anos e nada mais.

# Marreta





MAIS UMA VITÓRIA ESTRONDOSA!

27 09 2009

Mais uma vez o resultado das eleições cifra-se numa vitória estrondosa da abstenção, apesar de malabarismos aritméticos feitos por todos os partidos políticos.

A ilação que se pode tirar deste acto eleitoral é simples: existem cerca de 40%  de anarquistas em potência, mas muitos deles provavelmente ainda não o sabem.

# Marreta





NO TO WAR, SHUT DOWN NATO

23 09 2009

Pegatina-otan-NO

Reproduzo aqui um comunicado do colectivo Luta Social para a adesão a uma rede anti-militarista e anti-nato.

«Contra o militarismo e a guerra.  Contra a NATO – 1ª reunião

Em finais de 2010 vai realizar-se em Portugal uma cimeira da NATO e, está a desenhar-se na Europa uma vasta rede de organizações contra o militarismo e a guerra, para os quais a NATO tem oferecido um contributo destacado. A designação da campanha internacional que se irá desenvolver é: “NO TO WAR – NO TO NATO”.

O facto de a cimeira se realizar em Portugal coloca a quem aqui reside um desafio especial e uma obrigação particular de participação no movimento anti-NATO.

No sentido de colaborar activamente nas realizações que se irão desenvolver, em Portugal e não só, contra a NATO, um grupo de cidadãos decidiu proceder à divulgação de um projecto de constituição de uma rede de pessoas e organizações com o objectivo cívico referido em título.

Para a prossecução daquele objectivo, propõem-se as seguintes premissas de adesão e participação:
Constitui questão decisiva da actuação do grupo, a criação, apoio e divulgação de acções não-violentas contra o militarismo, a guerra e a NATO;

Como movimento vocacionado para unir pessoas, grupos e organizações com o objectivo preciso acima referido, entende-se como elemento central o carácter não-partidário deste movimento, não se excluindo, naturalmente, a adesão de pessoas com filiação partidária;

Todas as decisões, após debate envolvendo todos os aderentes, serão tomadas, tanto quanto possível, por consenso.
Primeira reunião preparatória
Dirigimos-lhe esta mensagem para o convidar a participar na primeira reunião de trabalho, a realizar no dia 30 de Setembro, pelas 18:00, em Lisboa, no SPGL (Rua Fialho de Almeida, nº 3, Lisboa (Metro S. Sebastião).
Temos informações para partilhar e propostas a fazer, bem como recolher as dos outros participantes e avançar para colocar no terreno acções concretas, com uma coordenação conjunta.

Em anexo, incluimos o programa-convocatória de reunião internacional a ocorrer em Berlim, em Outubro, na qual estaremos presentes (v. anexo*).

Para efeitos de dimensionamento do espaço de realização da reunião, agradecemos a confirmação da vossa disponibilidade, respondendo a esta mensagem para iniciativalutasocial@gmail.com»

#mescalero





O CRIMINOSO!

15 09 2009

És tu o criminoso, ó Povo, já que és tu o Soberano. És, é verdade, o criminoso inconsciente e ingénuo. Votas e não vês
que és vítima de ti mesmo. Contudo, não reparaste ainda por experiência própria que os deputados, que prometem defender-te, como todos os governos do mundo presente e passado, são mentirosos e impotentes?
Sabe-lo e queixas-te disso! Sabe-lo e nomeia-los! Os governantes, quaisquer que sejam, trabalharam, trabalham e trabalharão pelos seus interesses, pelos das suas castas e das suas súcias.
Onde foi e como poderia ser de maneira diferente? Os governados são subalternos e explorados: conheces algum
que o não seja?
Enquanto não tiveres compreendido que só a ti cabe produzir e viver à tua maneira, enquanto suportares – por medo
– e fabricares – por crença na autoridade necessária – chefes e directores, fica também a sabê-lo, os teus delegados e os teus amos viverão do teu labor e da tua patetice. Queixas-te de tudo! Mas não és tu o autor das mil chagas que te devoram?
Queixas-te da polícia, do exército, da justiça, das casernas, das prisões, das administrações, das leis, dos ministros, do
governo, dos financeiros, dos especuladores, dos funcionários, dos patrões, dos padres, dos proprietários, dos salários, dos desempregados, do parlamento, dos impostos, dos fiscais da alfândega, dos possuidores de rendimentos, da carestia dos víveres, das rendas dos prédios rústicos e urbanos, dos longos dias de trabalho na oficina e na
fábrica, da magra ração, das privações sem conta e da massa infinita das iniquidades sociais.
Queixas-te, mas queres a manutenção do sistema em que vegetas. Revoltas-te, por vezes, mas para recomeçar sempre no mesmo. És tu que produzes tudo, que lavras e semeias, que forjas e teces, que amassas e transformas, que constróis e fabricas, que alimentas e fecundas!
Porque não consomes até à saciedade? Porque és tu o mal vestido, o mal alimentado, o mal abrigado? Sim, porque és o Zé Ninguém sem pão, sem sapatos, sem morada? Porque não és o senhor de ti mesmo? Porque te curvas, obedeces,
serves? Porque és tu o inferior, o humilhado, o ofendido, o servidor, o escravo?
Elaboras tudo e nada possuis? Tudo é por ti e tu nada és.
Engano-me. És o eleitor, o maníaco do voto, o que aceita o que é; o que, pelo boletim de voto, sanciona todas as
misérias; o que, ao votar, consagra todas as suas servidões.
És o criado voluntário, o doméstico amável, o lacaio, o serviçal, o cão que lambe o chicote, que rasteja diante do
pulso teso do dono. És o chui, o carcereiro e o bufo. És o bom soldado, o guarda-portão modelo, o locatário benévolo. És o empregado fiel, o servidor dedicado, o camponês sóbrio, o operário resignado com a sua própria escravatura. És o carrasco de ti mesmo. De que te queixas?
És um perigo para nós, homens livres, para nós, anarquistas. És um perigo de igual modo que os tiranos, os senhores
que crias para ti próprio, que nomeias, que apoias, que alimentas, que proteges com as tuas baionetas, que defendes com a tua força de bruto, que exaltas com a tua ignorância, que legalizas com os teus boletins de voto – e que nos impões com a tua imbecilidade.
És bem o Soberano que bajulam e levam à certa. Os discursos lisonjeiam-te.
Os cartazes prendem-te a atenção; gostas das parvoíces e que te façam a corte: satisfaz-te, enquanto aguardas que te
fuzilem nas colónias, te massacrem nas fronteiras, à sombra ensanguentada da tua bandeira.
Se línguas interesseiras lambem à volta da tua real bosta, ó Soberano! Se candidatos sedentos de posições de chefia
e atafulhados de banalidades escovam o espinhaço e a garupa da tua autocracia de papel; se te embriagas com as lisonjas e as promessas que te vertem os que sempre te traíram, te enganam e vender-te-ão amanhã: é porque te pareces com eles. É porque não vales mais que a horda dos teus famélicos aduladores. É porque, não tendo podido elevares-te à consciência da tua individualidade e da tua independência, és incapaz de te emancipar por ti mesmo. Não queres, portanto, não podes ser livre.
Vamos, vota bem! Tem confiança nos teus mandatários, acredita nos teus eleitos.
Mas deixa de te queixar. Os jugos que suportas, és tu mesmo que tos impões. Os crimes de que padeces, és tu que os
cometes. És o senhor, és o criminoso e, ó ironia!, és o escravo, és a vítima.
Nós, saturados da opressão dos amos que nos dás, saturados de suportar a sua arrogância, saturados de suportar a tua
passividade, vimos chamar-te à reflexão, à acção:
Vamos, tem um bom movimento: despe o hábito estreito da legislação, lava o teu corpo rudemente, a fim de que
rebentem os parasitas e a bicharia que te devoram. Só então poderás viver plenamente.
O CRIMINOSO É O ELEITOR!

Albert Libertad, Proclamação do
jornal “L´anarchie”, Março de 1906

# Marreta





Homenagem aos desertores do exército nazi

10 09 2009

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«Foi inaugurado nesta semana na cidade alemã de Colónia um Memorial ( foto de cima) em homenagem aos desertores e que constitui o primeiro monumento aos desertores do exército alemão (Wehrmacht) durante a II Grande Guerra.

Segundo estimativas já conhecidas, o exército alemão sob comando de Hitler julgou e condenou à morte mais de 30.000 desertores das forças armadas ao serviço do estado alemão hitleriano, de cujo total foram executadas cerca de 20.000 condenações.

Apesar do monumento não fazer justiça a todos os desertores de todos os exércitos do mundo, aqueles homens e mulheres que rejeitaram a loucura militarista que é próprio de qualquer exército, a verdade é que se trata de um reconhecimento público implícito a todos os que desobedecem às ordens militares e abandonam as armas a favor de um mundo sem exércitos.»

anónimo

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Centro de detenção de imigrantes Pagani, em Lesbos, Grécia

9 09 2009

O crime destas pessoas é serem imigrantes. Alguns foram feitos prisioneiros há mais de 100 dias, outros, incluindo menores, recorrem à greve de fome. 800 a 1000 almas num espaço de 280, entre crianças e doentes. Os debates que faltam são, hoje PSD-PCP na  TVI, amanhã CDS-PSD na RTP, Sexta BE-CDS na RTP e finalmente no Sábado PSD-PS na SIC. Bom tele-visionamento.

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OS NOVOS COLONIZADORES

4 09 2009

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Países como a China, Emirados Árabes Unidos e USA, estão “comprando” todo o que é terra arável e/ou cultivável em países do chamado terceiro mundo, como o Sudão, Zâmbia, Tanzânia, ou mesmo a Rússia. Mas também o Brasil, Ucrânia, Paquistão ou Moçambique, passando por Angola, Mali, R.D.Congo, Etiópia entre outros, estão “vendendo” ao desbarato e a troco sabe-se lá de quê terrenos agrícolas. Se verificarmos a maioria destes países, nomeadamente os africanos (são os que mais “vendem”) e paradoxalmente os que mais deles (terrenos) necessitam.

Como exemplo diria que o Sudão (tem actualmente cerca de cinco milhões de subalimentados) já “vendeu” aos chineses 1.500.000 hectares de terra de cultivo, a R.D.Congo cerca de 2.800.000 hectares.

E não se pense (longe disso) que chineses, americanos ou árabes o fazem para suprimir as carências alimentares daqueles povos, fazem-no para a troco de mão-de-obra escrava, os cultivarem e levarem para os respectivos países o pecúlio das sementeiras, não sobrando nem um grão que seja para os colonizados.

Eu chamo a isto ESCRAVATURA pura e dura.

Com a conivência de governantes corruptos, os novos colonizadores vão-se espalhando por tudo o que é sítio. Por cá também existem casos semelhantes, como o descoberto à pouco tempo no Alentejo, outros haverá.

Numa sociedade capitalista, onde à burguesia tudo se tolera, não é de estranhar acontecimentos deste teor, aliás, e ainda segundo o conceito capitalista vs liberal a riqueza só se consegue à custa de mão-de-obra subserviente, ora a “ida” destes neo-colonizadores para aquelas paragens é a prova disso mesmo.

Como libertário e defensor intransigente da liberdade total dos povos, não podia deixar de acusar o actual sistema em todas as suas vertentes, pois só ele e quem vegeta à sua volta é o responsável.    

# Ferroadas





O EXEMPLO DE AIVADOS (II)

25 08 2009

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No seguimento do post dedicado a Aivados elaborado pela camarada Mariazinha em 26/1/2009 e colocado aqui no Libertário, decidi acrescentar algo mais à história daquela terra e daquelas gentes, contada por um habitante no passado dia 20 de Agosto durante uma visita por mim feita.

Nada existe de concreto, a história de Aivados perde-se no tempo e segundo tem passado de pais para filhos, a mesma remonta a 1645 reinava em Portugal D.João IV.

Uma tal Maria Lemos proprietária de vastas terras alentejanas teria doado ao Povo de Aivados cerca de 400 hectares de terra. Durante alguns anos o Povo não se entendeu, para além de alguns nobres e o clero quererem usurpar as terras. Até que em 1655 o Rei D.João IV, decretou que aquelas terras seriam do Povo de Aivados e só ele poderia administra-lo.

Dizer também que actualmente, para além do que vem mencionado no post aqui publicado pela camarada Mariazinha, hoje Aivados tem características únicas e absolutamente libertárias, como exemplo (será que foi aqui que o 1º ministro se inspirou?) cada nascido em Aivados recebe €50 da comunidade, a família de cada falecido recebe também €50. Em Dezembro cada cabeça de casal recebe €25 e cada criança €15. Toda a produção de gado ou produtos agrícolas são do Povo, cujos lucros da venda dos mesmos revertem para a comunidade, assim como o aluguer de duas pedreiras ou terrenos de cultivo.  

Vale a pena ir até Aivados, conhecer in-loco a vida daquele Povo, sua história e como é bom viver numa comunidade assim, sem chefes, sem mandantes, sem caciques, sem caudilhos, enfim, viver em Liberdade plena, onde o culto da personalidade não existe.

Tudo é de todos, nada é de ninguém.

# Ferroadas

 





PARA A SOCIEDADE LIBERTÁRIA (I)

17 08 2009

OS ANARQUISTAS SÃO INDIVIDUALISTAS OU COLECTIVISTAS?

Para alguns “profetas” das verdades absolutas os anarquistas são individualistas para outros colectivistas, afinal ambas estão erradas. Não é de surpreender, uma vez que os anarquistas não são nem uma nem outra. Gostem ou não, os individualistas não anarquistas e os colectivistas não anarquistas são as duas  faces da mesma moeda capitalista. Isto demonstra-se considerando o capitalismo moderno, onde as tendências “individualista” e “colectivista” continuamente se influem mutuamente, muitas vezes com o pêndulo da estrutura política e económica oscilando de um extremo a outro. O colectivismo e o individualismo capitalista são aspectos parciais da existência humana, e da mesma forma que todas as manifestações de desequilíbrio, estão profundamente degeneradas.

Para os anarquistas, a ideia de que os indivíduos deveriam sacrificar-se “pelo grupo” ou “pelo bem comum” não tem sentido. Os grupos são formados por indivíduos e se as pessoas pensam somente no bem estar do grupo, esse grupo será uma casca sem vida. Somente a dinâmica do intercambio humano dentro de um grupo é o que lhe dá vida. Os “grupos” não podem pensar, apenas porque os indivíduos pensam. Ironicamente, este facto leva os “colectivistas” autoritários à classe de “individualismo” mais peculiar, o “culto da personalidade” e a adoração do líder. É de se esperar, uma vez que tal colectivismo amontoa os indivíduos em grupos abstractos, lhes nega sua individualidade e acaba precisando que alguém com suficiente individualidade tome decisões; os problemas se “resolvem” com as ideias do líder. O Stalinismo e o Nazismo são excelentes exemplos deste fenómeno.

Estas considerações não significam que o “individualismo” encontre apoio entre os anarquistas. Como assinalou Emma Goldman, o individualismo exacerbado  não é mais do que uma tentativa dissimulada de reprimir e de derrotar o individuo e a sua individualidade, invariavelmente resulta no incremento das distinções de classe, supondo todo o individualismo para os amos, enquanto que o povo é arregimentado em uma casta de escravos a serviço de um punhado de super homens egoístas”

Enquanto os grupos não pensarem, os indivíduos não poderão viver nem discutir por si sós. Todavia, devido a sua perspectiva desequilibrada, os “individualistas” acabam apoiando algumas das instituições mais “colectivistas” que existem, as empresas capitalistas, e alem disso, sempre defendem a necessidade de um estado apesar de suas frequentes acusações contra ele. Estas contradições nascem da dependência do individualismo capitalista de contratos individuais em uma sociedade desigual, ou seja, um individualismo abstracto.

Em contraste, os anarquistas acentuam o individualismo social. O anarquismo “insiste que o centro de gravidade da sociedade é o individuo, que tem que pensar por sim mesmo, actuar livremente, e viver plenamente. Se alguém quer desenvolver-se livre e plenamente, tem que se ver livre da interferência e da opressão dos outros. Isto nada tem a ver com individualismo exacerbado. Tal individualismo depredador é na realidade débil, não robusto. Ao menor perigo à sua segurança, corre em direcção ao estado para buscar refúgio e ajuda pela sua protecção, seu individualismo exacerbado é simplesmente uma das muitas atitudes típicas da classe dominante com vistas à extorsão política e a usurpação dos trabalhadores”.

O anarquismo rejeita o individualismo abstracto do capitalismo, com suas ideias “absolutas” de liberdade do individuo violentado por outros. Esta teoria ignora o contexto social que é o ambiente onde a liberdade existe e cresce.

Uma sociedade baseada em “contratos individuais” geralmente resulta da desigualdade de poder entre os indivíduos contratantes e gera a necessidade de uma autoridade baseada em leis acima deles e na coerção organizada para forçar o cumprimento dos contratos entre eles. Vê-se claramente esta consequência no capitalismo e, mais notável ainda, na teoria do “contrato social” da qual se desenvolveu o estado. Nesta teoria se assume que os indivíduos são “livres” quando estão isolados uns dos outros, estando, como dizem, originalmente em um “estado natural”. Uma vez agrupados em sociedade, se supõe que criaram um “contrato” e um estado para administrá-lo. Contudo, além de ser uma fantasia sem nenhuma base na realidade (os seres humanos sempre foram animais sociais) esta “teoria” não é mais que uma justificação dos extensos poderes do estado sobre a sociedade; o que por sua vez justifica o sistema capitalista, que requer um estado forte. Também copia os resultados das relações económicas capitalistas sobre as que se constrói esta teoria. Dentro do capitalismo, os indivíduos se contratam “livremente”, mas na prática o patrão manda sobre o trabalhador enquanto dura o contrato.

Na prática, o individualismo e o colectivismo levam à negação da liberdade individual, à autonomia e à dinâmica de grupos. Ademais, um supõe o outro, o colectivismo leva-nos a uma forma particular de individualismo e vice-versa.

O colectivismo, com sua supressão implícita do individuo, afinal de contas acaba por empobrecer a comunidade, uma vez que os grupos apenas tem vida através dos indivíduos que os formam. O individualismo, com sua supressão explícita da comunidade (e as pessoas com que alguém vive) no final de contas empobrece o individuo pois os indivíduos não existem aparte da sociedade, passa a existir dentro dela. Alem de tudo o individualismo acaba por restringir a uns “poucos eleitos” as intuições e habilidades dos indivíduos que formam o resto da sociedade, agindo desta maneira constituem-se numa fonte de auto-negação. Este é o erro (e a contradição) maior do individualismo, a impossibilidade do individuo chegar a alcançar um pleno desenvolvimento em condições de opressão das massas pelas “aristocracias”. Seu desenvolvimento permaneceria desequilibrado.

# Ferroadas





Não há diálogo possível!

14 08 2009

Um novo tipo de colonialismo avassala o mundo, com os ricos a tomarem posse de terras em países pobres e famintos para produzirem alimentos de que necessitam em troca de alegados empregos e investimentos em infraestruturas, escreve o The Independent,  de Domingo, 9 de Agosto. Tudo através de acordos secretos com os governos locais. A multinacional sul-coreana Daewoo, que adquiriu meia Bélgica no Madagascar, é apenas uma de 100 casos que aconteceram nestes últimos 12 meses. A situação é tão grave que Jacques Diouf,  da FAO, já alertou os líderes mundiais para este sistema neocolonislista. É que países do Golfo como a Arábia Saudita, o Bahrain, o Kuwait, Oman e Qatar não páram de adquirir terras no Brasil, na Rússia, no Casaquistão, na Ucrânia, no Egipto, na Etiópia, nos Camarões, no Uganda, na Zâmbia e no Cambodja. A China, a Coreiado Sul e a Índia têm comprado terras na Etiópia e no Quénia. Empresas britânicas, americanas e alemãs como a Flora Ecopower compraram terras na Tanzania e na Etiópia para produzirem biocombustíveis. Uma empresa norieguesa arroga-se o direito de abater enormes manchas florestais no Gana para cultivar jatrofa como biocombustível. E que dizer do acordo entre Moçambique e a China, que envolve o povoamento de 10.000 chineses em troca de ajuda militar.

Ondas3

mescalero

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