Os pobres dos nossos ricos

28 09 2009

ricos

 

A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza,produz ricos. Mas ricos sem riqueza.

Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados.

Rico é quem possui meios de produção.

Rico é quem gera dinheiro e dá emprego.

Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro, ou que pensa que tem.

Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.

A verdade é esta: são demasiados pobres os nossos “ricos”.

Aquilo que têm, não detêm.

Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros.

É produto de roubo e de negociatas.

Não podem, porém, estes nossos endinheirado susufruir em tranquilidadede tudo quanto roubaram.

Vivem na obsessão de poderem ser roubados. Necessitavam de forças policiais à altura.

Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia.

Necessitavam de uma ordem socialem que houvesse poucas razões para a criminalidade.

Mas se eles enriqueceram foi graçasa essa mesma desordem (…)

MIA COUTO
No rescaldo das eleições e ao espreitar vários blogues,deparei-me com este texto de Mia Couto,com o qual me identifico.

Quem me dera ser poeta para escrever algo sobre os pobres dos nossos pobres…

#Mariazinha





A FALÊNCIA DO SISTEMA

28 09 2009

O constante elevado abstencionismo, verificado em consecutivas eleições, começa a acentuar uma dúvida imperativa: será que estará em causa a legitimidade democrática representativa?

Caso a abstenção se mantenha teimosamente neste patamar (40%) ou venha a subir até níveis mais elevados (60, 70, 80%) em próximos actos eleitorais, como deverá ser entendida a mesma? Uma falência do sistema político vigente? E qual a marca que obrigará definitivamente a assumir-se o facto como tal e a necessidade de procurar formas alternativas a este sistema político podre de corrupção, oportunismo e chupismo, em que os cidadãos cada vez mais descrentes manifestam o seu descontentamento recusando-se sistematicamente em votar?

É altura de se começar a pensar seriamente no assunto e estudar formas práticas e alternativas ao sistema vigente. Uma delas seria a democracia directa, que traria inúmeras vantagens em comparação com a democracia parlamentar. De uma coisa livrar-nos-íamos certamente: de políticos que utilizam o “mandato” que o Povo lhes atribui, segundo eles legitimamente, para fazerem negociatas, alimentarem lóbis e compadrios e “governarem” a seu belo prazer os destinos de quem apenas se lhe pede para depositar o voto numa urna de 4 em 4 anos e nada mais.

# Marreta





MAIS UMA VITÓRIA ESTRONDOSA!

27 09 2009

Mais uma vez o resultado das eleições cifra-se numa vitória estrondosa da abstenção, apesar de malabarismos aritméticos feitos por todos os partidos políticos.

A ilação que se pode tirar deste acto eleitoral é simples: existem cerca de 40%  de anarquistas em potência, mas muitos deles provavelmente ainda não o sabem.

# Marreta





O CRIMINOSO!

15 09 2009

És tu o criminoso, ó Povo, já que és tu o Soberano. És, é verdade, o criminoso inconsciente e ingénuo. Votas e não vês
que és vítima de ti mesmo. Contudo, não reparaste ainda por experiência própria que os deputados, que prometem defender-te, como todos os governos do mundo presente e passado, são mentirosos e impotentes?
Sabe-lo e queixas-te disso! Sabe-lo e nomeia-los! Os governantes, quaisquer que sejam, trabalharam, trabalham e trabalharão pelos seus interesses, pelos das suas castas e das suas súcias.
Onde foi e como poderia ser de maneira diferente? Os governados são subalternos e explorados: conheces algum
que o não seja?
Enquanto não tiveres compreendido que só a ti cabe produzir e viver à tua maneira, enquanto suportares – por medo
– e fabricares – por crença na autoridade necessária – chefes e directores, fica também a sabê-lo, os teus delegados e os teus amos viverão do teu labor e da tua patetice. Queixas-te de tudo! Mas não és tu o autor das mil chagas que te devoram?
Queixas-te da polícia, do exército, da justiça, das casernas, das prisões, das administrações, das leis, dos ministros, do
governo, dos financeiros, dos especuladores, dos funcionários, dos patrões, dos padres, dos proprietários, dos salários, dos desempregados, do parlamento, dos impostos, dos fiscais da alfândega, dos possuidores de rendimentos, da carestia dos víveres, das rendas dos prédios rústicos e urbanos, dos longos dias de trabalho na oficina e na
fábrica, da magra ração, das privações sem conta e da massa infinita das iniquidades sociais.
Queixas-te, mas queres a manutenção do sistema em que vegetas. Revoltas-te, por vezes, mas para recomeçar sempre no mesmo. És tu que produzes tudo, que lavras e semeias, que forjas e teces, que amassas e transformas, que constróis e fabricas, que alimentas e fecundas!
Porque não consomes até à saciedade? Porque és tu o mal vestido, o mal alimentado, o mal abrigado? Sim, porque és o Zé Ninguém sem pão, sem sapatos, sem morada? Porque não és o senhor de ti mesmo? Porque te curvas, obedeces,
serves? Porque és tu o inferior, o humilhado, o ofendido, o servidor, o escravo?
Elaboras tudo e nada possuis? Tudo é por ti e tu nada és.
Engano-me. És o eleitor, o maníaco do voto, o que aceita o que é; o que, pelo boletim de voto, sanciona todas as
misérias; o que, ao votar, consagra todas as suas servidões.
És o criado voluntário, o doméstico amável, o lacaio, o serviçal, o cão que lambe o chicote, que rasteja diante do
pulso teso do dono. És o chui, o carcereiro e o bufo. És o bom soldado, o guarda-portão modelo, o locatário benévolo. És o empregado fiel, o servidor dedicado, o camponês sóbrio, o operário resignado com a sua própria escravatura. És o carrasco de ti mesmo. De que te queixas?
És um perigo para nós, homens livres, para nós, anarquistas. És um perigo de igual modo que os tiranos, os senhores
que crias para ti próprio, que nomeias, que apoias, que alimentas, que proteges com as tuas baionetas, que defendes com a tua força de bruto, que exaltas com a tua ignorância, que legalizas com os teus boletins de voto – e que nos impões com a tua imbecilidade.
És bem o Soberano que bajulam e levam à certa. Os discursos lisonjeiam-te.
Os cartazes prendem-te a atenção; gostas das parvoíces e que te façam a corte: satisfaz-te, enquanto aguardas que te
fuzilem nas colónias, te massacrem nas fronteiras, à sombra ensanguentada da tua bandeira.
Se línguas interesseiras lambem à volta da tua real bosta, ó Soberano! Se candidatos sedentos de posições de chefia
e atafulhados de banalidades escovam o espinhaço e a garupa da tua autocracia de papel; se te embriagas com as lisonjas e as promessas que te vertem os que sempre te traíram, te enganam e vender-te-ão amanhã: é porque te pareces com eles. É porque não vales mais que a horda dos teus famélicos aduladores. É porque, não tendo podido elevares-te à consciência da tua individualidade e da tua independência, és incapaz de te emancipar por ti mesmo. Não queres, portanto, não podes ser livre.
Vamos, vota bem! Tem confiança nos teus mandatários, acredita nos teus eleitos.
Mas deixa de te queixar. Os jugos que suportas, és tu mesmo que tos impões. Os crimes de que padeces, és tu que os
cometes. És o senhor, és o criminoso e, ó ironia!, és o escravo, és a vítima.
Nós, saturados da opressão dos amos que nos dás, saturados de suportar a sua arrogância, saturados de suportar a tua
passividade, vimos chamar-te à reflexão, à acção:
Vamos, tem um bom movimento: despe o hábito estreito da legislação, lava o teu corpo rudemente, a fim de que
rebentem os parasitas e a bicharia que te devoram. Só então poderás viver plenamente.
O CRIMINOSO É O ELEITOR!

Albert Libertad, Proclamação do
jornal “L´anarchie”, Março de 1906

# Marreta





Não há diálogo possível!

14 08 2009

Um novo tipo de colonialismo avassala o mundo, com os ricos a tomarem posse de terras em países pobres e famintos para produzirem alimentos de que necessitam em troca de alegados empregos e investimentos em infraestruturas, escreve o The Independent,  de Domingo, 9 de Agosto. Tudo através de acordos secretos com os governos locais. A multinacional sul-coreana Daewoo, que adquiriu meia Bélgica no Madagascar, é apenas uma de 100 casos que aconteceram nestes últimos 12 meses. A situação é tão grave que Jacques Diouf,  da FAO, já alertou os líderes mundiais para este sistema neocolonislista. É que países do Golfo como a Arábia Saudita, o Bahrain, o Kuwait, Oman e Qatar não páram de adquirir terras no Brasil, na Rússia, no Casaquistão, na Ucrânia, no Egipto, na Etiópia, nos Camarões, no Uganda, na Zâmbia e no Cambodja. A China, a Coreiado Sul e a Índia têm comprado terras na Etiópia e no Quénia. Empresas britânicas, americanas e alemãs como a Flora Ecopower compraram terras na Tanzania e na Etiópia para produzirem biocombustíveis. Uma empresa norieguesa arroga-se o direito de abater enormes manchas florestais no Gana para cultivar jatrofa como biocombustível. E que dizer do acordo entre Moçambique e a China, que envolve o povoamento de 10.000 chineses em troca de ajuda militar.

Ondas3

mescalero

http://ondas3.blogs.sapo.pt/1531180.html




Notícias da escravatura moderna

11 08 2009




O pirata alentejano

10 08 2009

Excerto da entrevista ao escritor chileno Luis Sepúlveda no número 75 da revista Ler a propósito do lançamento do seu último livro ‘A Lâmpada de Aladino e Outras histórias para vencer o Esquecimento’.

Ler – O penúltimo conto tem como protagonista um pirata português, Valdemar do Alentejo. De onde é que surge esta figura? Inspirou-se numa história verdadeira?

L.S. – Sim. Valdemar do Alentejo é uma personagem absolutamente real. E convém explicar que se trata de um verdadeiro pirata. Não confundir com corsários, flibusteiros ou bucaneiros. Os verdadeiros piratas, que eram homens livres no mar, foram muito poucos Na verdade, só houve piratas em três lugares. No mar do Norte, por onde passou um pirata chamado Klaus Störtebeker, que assaltava os navios da Liga Hanseática e distribuía o saque pelos pobres à laia de Robin Hood; nas costas africanas sob a forma de uma república pirata berbere, com um código de conduta ético rigorosíssimo; e depois no estreito de Magalhães, onde coexistiam duas confrarias de piratas. Uma dirigida por dois holandeses, desertores da marinha de guerra dos Países Baixos, os Van der Meer. E outra que tinha como capitão, o Alentejano.

Ler – Os piratas sempre encarnaram aquilo que gostávamos de ser e não podemos, a liberdade absoluta.

L.S. – Claro. Infelizmente, a imagem que temos hoje dos piratas é uma simplificação muito grosseira do que eles foram, uma mitificação ao pior de Walt Disney. A mim, por exemplo, fascina-me saber que os piratas da Patagónia e os do mar do Norte, apesar de separados por centenas de anos e por muitos milhares de quilómetros de distância, tinham muito em comum. A bandeira de Störtebeker era igual à dos Van der Meer e do Alentejano. Nada de bandeira preta, com caveiras e tíbias. Não. Era uma bandeira metade vermelha e metade negra. Quatro séculos mais tarde, foi essa também a bandeira dos anarquistas.

retirado de Leandro On the Road

mescalero





CAVACO ESTUPEFACTO

9 08 2009

eurostar3Sócrates tinha um compromisso com Cavaco Silva para reconduzir João Lobo Antunes no Conselho Nacional de Ética. Isso não só não se verificou nem foi dada nenhuma explicação à Presidência da República. Belém considera hostil o gesto do Governo, avança a edição do SOL desta sexta-feira. Ao que parece tratou-se de um acordo de cavalheiros. Acontece no entanto que um pressuposto essencial de tais acordos é prescisamente a existência de cavalheiros. E aqui, não se vê nenhum…

#José Espremido Até Ao Tutano





Entre 10 e 13 empresas vão à falência por dia

5 08 2009




Está aí a vídeo-vigilância domiciliária

3 08 2009

1984

O pretexto é afastar as crianças da criminalidade, o resultado é um passo de gigante em direcção ao Big Brother orwelliano. Na Inglaterra, 20 mil do que o Estado categoriza como “as piores famílias”, estão a ser colocadas sob vigilância domiciliária 24 horas por dia através de câmaras CCTV, num projecto que irá custar 400 milhões de libras. Complementarmente, seguranças privados farão inspecções regulares às casas dessas famílias.

O descaramento já dá para isto. Este novo conceito de família criminosa, em que todos, do venerável ancião ao bebé chorão, são culpados, é fantástico. As próprias visitas dessas famílias terão também o seu público do outro lado das câmaras, tendo a partir de agora de ter cuidado para não aparecerem desleixados na objectiva ou serem apanhados a tirar uma ranhola do nariz.

Repare-se na lata monumental que é apresentar uma medida destas ao público e como os governantes estão seguros de que estes absurdos são possíveis e até desejados nas sociedades supostamente modernas e democráticas. O discurso governamental veiculado pelos media não tenta sequer suavizar o impacto negativo ou as suspeitas de abusos de violação de privacidade com um discurso voltado para o superior interesse da criança, fazendo incidir a medida na sua protecção ou formação. Não! O que se pretende é evitar que as crianças se tornem criminosas. Que não venham mais tarde a incomodar as pessoas de bem, portanto.

Claro que não se trata de uma mera invasão de privacidade, é todo um processo de controle que vai criando raízes, habituação e por fim aceitação, que não tem limites conhecidos. A ciência e a técnica estão aí para fornecer novos meios aos velhos impulsos totalitarizantes.

O programa já está em andamento com duas mil famílias inseridas. Para breve, outras medidas que pugnem “pela Lei e pela Ordem” se esperam, como a possibilidade dos pais cujos filhos sejam comportadinhos na escola poderem apresentar queixa dos pais com filhos perturbadores.

“This is all much too little, much too late. This Government has been in power for more than a decade during which time anti-social behaviour, family breakdown and problems like alcohol abuse and truancy have just got worse and worse.”

[É muito pouco e muito tarde. Este governo está no poder há mais de uma década, durante a qual o comportamento anti-social, a desestruturação familiar e problemas como o abuso de álcool e o absentismo escolar tornaram-se cada vez piores.]

Shadow Home Secretary Chris Grayling

A notícia também no Daily Mail

via O Vigia

mescalero





ZECA AFONSO, 2/8/1929 – 2/8/2009

2 08 2009

zeca afonso 22

 

imagem net

# Ferroadas

 





O Povo Unido Jamais Será Vencido!

23 07 2009

#kaótica





Processos Revolucionários: Revolução Cubana III

7 07 2009

fidel castro cubaFoto daqui

«28 de Setembro de 1960. O povo está congregado defronte do Palácio Presidencial para ouvir o Comandante Fidel Castro, que discursará acerca da sua intervenção, dois dias atrás, na ONU. Poucos minutos após o início do acto, explode uma bomba. Fidel interrompe o seu discurso e interessa-se pelo ocorrido. Faz alguns comentários irónicos sobre o imperialismo ianque, e alguns instantes depois explode outra bomba. Sem interromper o seu discurso, Fidel muda o tom de suas palavras e inesperadamente lança o famoso apelo para a organização dos Comités de Vigilância nos quarteirões e bairros das cidades, afirmando:

«Vamos estabelecer um sistema de vigilância colectiva, vamos estabelecer um sistema de vigilância revolucionária colectiva. E vamos a ver como os lacaios do imperialismo se poderão mexer aqui, porque em definitivo, nós vivemos em toda a cidade, um quarteirão, uma mansão, um bairro, que não esteja aqui representado.

Devido às campanhas de agressão do imperialismo, vamos implantar um sistema de vigilância colectiva revolucionária e que toda a gente saiba quem é e o que faz o que vive numa mansão; e que relações teve com a tirania; e a que se dedica; com quem se junta; que actividade realiza. Porque se acreditam que vão poder enfrentar o povo — tremenda derrota vão levar! — porque implantaremos um comité de vigilância revolucionária em cada mansão…, para que o povo vigie, para que o povo observe, e para que vejam que quando a massa do povo se organiza, não há imperialista, nem lacaio dos imperialistas, nem vendido aos imperialistas, nem instrumentos dos imperialistas que se possam mexer.

Estão a brincar com o povo, e não sabem ainda quem é o povo; estão a brincar com o povo, e não sabem ainda a tremenda força revolucionária que há no povo». »

Os Comités de Defesa da Revolução – uma das grandes criações da revolução cubana, Iniciativas Editoriais, Lisboa

#Kaótica





INTRODUÇÃO AO ANARQUISMO

5 07 2009

A vida depende da agitação provocada por alguns indivíduos excêntricos.

Em homenagem a essa vida, a essa vitalidade, a comunidade deve aceitar certos riscos, deve admitir um pouco de heresia.

Deve viver perigosamente… se é que quer viver.

- Herbert Read

#Marreta





Processos Revolucionários: Revolução Cubana II

2 07 2009

cuba usa embargocartoon daqui

«(…)

Para eliminar as seculares causas do subdesenvolvimento e suas consequências, a Revolução Cubana, definida como uma revolução nacional-libertadora, democrática, anti-imperialista, iniciou a realização de quatro grandes objectivos estratégicos desta primeira etapa do seu desenvolvimento:

1) A Reforma Agrária e o aumento e diversificação da produção agropecuária com vista à satisfação das necessidades nacionais.

2) A industrialização nacional.

3) Romper o monopólio e controle semicolonial que sobre o nosso comércio exterior exerciam os Estados Unidos.

4) Acabar com o controle estrangeiro sobre a economia cubana e estabelecer o domínio nacional sobre ela e sobre todas as riquezas nacionais.

(…) A Lei de Nacinalização das empresas ianques, de 6 de Julho de 1960, colocou fora de combate os banqueiros, os grandes capitalistas e os grandes comerciantes, privando desta forma o imperialismo da fundamental base social que podia apoiá-lo na sua tentativa de fazer retornar o país ao passado.

(…) Por outro lado, o imperialismo accionava os seus organismos internacionais, principalmente a imprensa, para caluniar e desprestigiar a Revolução cubana, iniciando uma feroz campanha anticomunista, em defesa da «democracia», da «liberdade» e da «civilização ocidental cristã», de Fulgencio Batista, Oliveira Salazar, Marcelo Caetano, Augusto Pinochet e muitos outros «dignos» representantes.

(…)»

in Introdução, Os Comités de Defesa da Revolução – uma das grandes criações da revolução cubana, Iniciativas Editoriais, Lisboa

#Kaótica