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POR UMA SOCIEDADE LIBERTÁRIA (1)

aguia

Entre a monarquia e a república mais democrática, só há uma diferença notável: sobre a primeira, o político burocrático oprime e explora o povo, em nome do rei, para o maior proveito das classes privilegiadas, assim como em seu próprio interesse; sob a república, ele oprime e explora o povo da mesma maneira, para os mesmos bolsos e as mesmas classes, mas ao contrário, em nome da vontade do povo. O povo contudo quer num quer noutro, será sempre o alienado, o explorado, o escravo.

 

Assim, nenhum Estado, por mais “democráticas” que sejam as suas formas, mesmo a república mais “popular” apenas no sentido desta mentira conhecida sob o nome de representação do povo, está em condições de dar a este o que ele precisa, isto é, a livre organização de seus próprios interesses, de baixo (povo) para cima (políticos), sem nenhuma ingerência, tutela ou coerção de cima (políticos), porque todo Estado, mesmo o mais republicano e mais democrático, mesmo pseudo-popular, não é outra coisa, na sua essência, senão o governo das massas de cima (políticos) para baixo (povo), com uma minoria intelectual, e por isto mesmo privilegiada, dizendo compreender melhor os verdadeiros interesses do povo, mais do que o próprio povo, mas como todos sabemos não ser totalmente verdade.

 

Porque o Estado é precisamente sinónimo de corrupção, burocracia, domínio de uma elite sobre o Povo.

 

Que proveito as massas populares extraem ou extraíram do Estado?

 

Estados deste género oferecem uma vantagem indubitável, não para os milhões de explorados e oprimidos, mas para a minoria privilegiada, a burguesia, isto é, a classe que, em nome de sua erudição titulada e de sua pretensa superioridade intelectual, imagina-se destinada a governar as massas; uma vantagem, digamos, para alguns milhares de opressores, carrascos, e exploradores do proletariado. Para o próprio proletariado, para as massas operárias miseráveis, quanto maior for o Estado, mais pesados serão os grilhões e mais sufocante a opressão.

 

Assim, hoje, existe, para todos os países do mundo, um único problema universal, um único ideal: a emancipação total e definitiva do proletariado da exploração económica e do jugo do Estado.

 

#ferroadas

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Categorias:REVOLUÇÃO Etiquetas:
  1. P.Teles
    2 Dezembro, 2008 às 11:26 am

    Visitei-os pela primeira vez e pelos textos apresentados valeu a pena. Gostei particularmente deste, efectivamente é o Estado que nos sufoca e tritura. Como este post é o (1) ficarei ancioso pelo (2).

    Cumps.

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