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A BATALHA DAS IDEIAS NA CONSTRUÇÃO DE ALTERNATIVAS (PARTE 2)

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Em 2008 fecharam ou faliram 3.344 empresas à média de quase 10 por dia, enviando para o desemprego cerca de sessenta mil trabalhadores. Os distritos que mais “forneceram” o rol foram o Porto e Lisboa, só estes dois distritos contribuíram com 70% das falências, o sector da construção civil lidera as “preferências”.

 

Entretanto, o estado continua a distribuir à tripa forra por tudo o que é bancos, banqueiros e afins, assim como aos grandes barões da indústria e comércio, na expectativa de serem estes os mais necessitados esquecendo porém o essencial, os pequenos comerciantes e industriais, os trabalhadores independentes e fundamentalmente os pensionistas e reformados pobres.

 

O sistema actual não consegue sair do colete de forças em que caiu, fruto da liberalização desenfreada dos mercados, em que tudo valia, onde o dinheiro, o poder e o controlo era a razão primeira, deixando sempre a pessoa como acessório.

 

O capitalismo tem nas seitas (maçonaria, opus-dei e outras) aliados de peso que tudo controlam e em tudo se infiltram, conseguindo assim, tornar as lutas dos trabalhadores em torno das suas reivindicações tarefa quase impossível.

 

Culpados, sim existem culpados, são todos os que para além de perfilharem as razões do capitalismo, se deixam embrulhar em promessas bacocas e vãs de um futuro próspero na base do “mercado” financeiro, dos jogos sujos da bolsa (quem não se recorda do célebre capitalismo popular do sr. Cavaco muito em voga nos anos noventa?) em que o comprar acções era um óptimo investimento e onde (quase) todos foram na conversa, com as consequências que se conhecem. Não foi o grande capital o causador da situação actual? Não foi a ganância desenfreada do capitalismo também causador? E que fizeram os neo-liberais? Deixaram andar. Que fizeram os economistas que agora berram aqui del-Rei? Deixaram andar. Que fizeram os governantes? Deixaram andar.

 

Por isso está na hora de pedirmos responsabilidades a esses senhores e como?

 

Tirá-los do poder,  mudar o sistema, substituí-lo por outro de raízes populares, dar o poder ao Povo, limpar-mos a sujidade e a podridão acumulada ao longo dos anos, tribunais populares para julgar essa gente, dar ao Povo o que lhe pertence, principalmente a sua dignidade, ocupar fábricas e terras, congelar as grandes fortunas, expulsar os capitalistas estrangeiros do país, nacionalizar os sectores base na economia (energia, transportes e comunicações, banca e seguros), rescindir unilateralmente todos os acordos internacionais, nomeadamente com a UE e NATO, etc..

 

Sim, como podemos mudar o sistema se os causadores da nossa desgraça continuam impávidos e serenos a repartir o poder? Não, não basta alterar os lugares no parlamento, tirar os carecas e por os cabeludos, tirar os gordos e colocar os magros, se queremos alterar o estado a que isto chegou temos de ter a coragem que tiveram os Homens e Mulheres de Abril, fazer a revolução novamente.

 

Se não o fizermos, o capitalismo e a burguesia continuarão a esmagar-nos e a humilhar-nos, continuaremos  a ser o que sempre fomos, meros números estatísticos.

 

 Continua….

 

# ferroadas

 

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