Um dia Triste

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Estas foram dois dos bonecos que publiquei no WeHaveKaosInTheGarden.blogspot.com quando da imposição do novo Código de Trabalho. Quem o assinou, porque o assinaram, as lutas que nunca passaram de iníquos protestos, Entra hoje em vigor, (como se a anarquia nos despedimentos já não esteja estabelecido em nome da crise). Mais uma estocada nos nossos direitos, tristemente feita por um partido que se apelida de socialista e se proclama de esquerda. Torno a publicá-los hoje para assinalar a data.

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  1. 17 Fevereiro, 2009 às 12:33 pm

    Na empresa onde trabalho já nos disseram que não haveria aumentos.
    Em tom de ameaça foi-nos dito: ” ou querem aumentos ou os ordenados? A empresa não pode aumentar pois as receitas que temos não nos premitem…”
    Agora pregunto eu:
    Não podem aumentar mas podem pagar um ordenado de 5000€ a um director que não consegue gerir melhor a empresa?
    Serão os trabalhadores os culpados da má gestão?
    Este é o estado da maioria das empresas portuguesa.
    Divulguem por favor os abusos que estão a ser sugeitos!

  2. 17 Fevereiro, 2009 às 9:43 pm

    A chantagem que a Marizinha fala acontece em empresas altamente lucrativas (menos este ano, mas muito lucrativas, ainda assim).
    Na PT, a empresa não quer discutir salários, quer falar sobre o emprego e o fundo de pensões, como que dizendo querem emprego e garantias sociais ou salários.
    Entretanto alguns trabalhadores estão a ser pressionados, a mudar definitivamente para outra empresa do Grupo (PT PRO) (no caso dos trabalhadores que já completaram 5 anos de cedência) ou cedidos temporariamente outros, mudando de local de trabalho para sítios a mais de 2 horas em transporte público. A estratégia pode ser, a de mais tarde, promover o despedimento colectivo (numa grande empresa, como a PT Comunicações, e altamente lucrativa seria mais difícil).
    Aqui em Viana preparam-se para encostar 9 trabalhadores (juntando-os todos numa sala), retirando-lhes funções, por se terem recusado a ser cedidos em condições pouco claras (a minha companheira é uma delas).

  3. 17 Fevereiro, 2009 às 10:23 pm

    Ó Fernando desculpa lá, mas aqui tinha de entrar a tal medida que eu aprovo sem limites; para situações (destas) radicais só medidas radicais, então……

    Isto não vai lá com paleio….

    Abraço

  4. 18 Fevereiro, 2009 às 5:04 pm

    A medida possível é a que está a ser tomada: recusar a cedência mesmo ficando sem funções nenhumas e perdendo alguns direitos e regalias, afrontando e atrapalhando as contas da empresa neste processo de “reestruturação” o que nos tempos que correm e com a entrada do novo código de trabalho, não deixa de ser uma atitude corajosa. Não sei se bem o que tu preconizas neste caso. Ocupar a empresa e fazer a auto-gestão? Feita por quem, pelos nove trabalhadores, aqui, os não sei quantos noutros sítios, que somados darão sei lá, uma duas centenas? Ó meu grande amigo mas tu pensas que os restantes milhares de trabalhadores, estão preocupados com uma ou duas centenas de pessoas que recusam ser cedidos, com garantias e condições débeis ou obscuras, a outras empresas do grupo? Conheces aquele poema do Bertolt Brecht:
    Primeiro levaram os comunistas,
    Mas eu não me importei
    Porque não era nada comigo.

    … e quando foram com eles já eram tarde? O pessoal é muito egoísta e pouco solidário, amigo.

    O que nunca deveria ter acontecido, a uma empresa do Estado como era a PT, de interesse e de prestação de um serviço público essencial, como são as telecomunicações, era ter visto ser privatizado as sua infraestruturas de telecomunicações (falo das infraestruturas não falo no negócio). E ainda seria tempo de voltar ao Estado.

  5. 18 Fevereiro, 2009 às 5:42 pm

    Caro amigo

    Nem a PT, nem a EDP, para não falar na banca e seguros, ou seja os sectores base da economia nunca deveriam ser privatizados, também sei com a entrada na UE as conquistas dos trabalhadores ficariam debilitadas e as privatizações seriam inevitáveis. Como ignorante na matéria pergunto: se o estado “nacionalizou” à pouco tempo o BPN, não vejo porque não o poça (ainda) fazer em relação aqueles sectores que referi, iria mexer com interesses instalados, com tachos e tachistas a rodos, que se lixassem, em primeiro lugar vem o interesse de todos.

    Sei perfeitamente a que te referes, a solidariedade entre camaradas nestes casos é inexistente, não deveria ser assim, mas infelizmente é.

    Abraço

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