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Tributo ao Zeca

“Curioso é que nós passamos 40 ou 50 anos de uma vida a fazer determinadas coisas e um dia mais ou menos de repente, sem que renunciemos a nada do que fizemos, apercebemo-nos de que tudo deveria ter sido diferente.

É apenas uma vaga sensação que se instala, sem que saibamos defini-la muito bem.

No fundo sou muito mais contraditório e supersticioso do que quis admitir ao longo dos anos.”

“Eu sempre disse que a música é comprometida quando o músico, como cidadão é um homem comprometido. Não é o produto saído desse cantor que define o compromisso mas o conjunto de circunstâncias que o envolve com o momento histórico e político que se vive e as pessoas com quem ele priva e com quem ele canta.

“Não me arrependo de nada do que fiz. Mais: eu sou aquilo que fiz. Embora com reservas acreditava o suficiente no que estava a fazer, e isso é o que fica. Quando as pessoas param há como que um pacto implícito com o inimigo, tanto no campo político como no campo estético e cultural. E, por vezes, o inimigo somos nós próprios, a nossa própria consciência e os alibis de que nos servimos para justificar a modorra e o abandono dos campos de luta.”

” Admito que a revolução seja uma utopia, mas no meu dia a dia procuro comportar-me como se ela fosse tangível. Continuo a pensar que devemos lutar onde exista opressão, seja a que nível for.”

Zeca Afonso morreu a 23 de Fevereiro de 1987  mas continuará a inspirar todos os que lutam por um mundo melhor.

#Mariazinha

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Categorias:Uncategorized
  1. libertario08
    27 Fevereiro, 2009 às 3:17 am

    Retomar as palavras do Zeca é o que de melhor podemos fazer. Excelente post, Mariazinha, simples e certeiro, como o próprio Zeca soube sempre ser!

    Um abraço

    Kaótica

  2. 27 Fevereiro, 2009 às 9:09 am

    Bela homenagem ao grande Zeca.

    José Afonso fez o favor de ser meu amigo, tenho com ele episódios delirantes que um dia contarei. Então aquele, numa noite de Maio de 1969 nos “Vermelhos” colectividade cá da terra que era sistemáticamente encerrada pela PIDE, mas onde o Zeca teve a coragem de vir cantar para a malta, já a noite ía longa quando a sala foi invadida pela GNR, e onde a coberto da noite tivemos de saltar muros e valados para o por a salvo.

    Mas há muitas mais…..

    Abraço

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