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Acabaram os apelos, venham as exigências

jeronimo-e-louca-palrata

O BE e o PCP apelaram hoje ao alargamento do subsídio de desemprego
In [Diário Digital]

Apelaram ao alargamento do subsídio de desemprego? Para quê? Para safar as famílias mais um ou dois meses antes de caírem na miséria final? A resposta está na proibição dos despedimentos. Se os patrões não quiserem continuar dêem aos trabalhadores os meios de produção para que eles tentem levar as suas vidas para a frente. Isso é que deviam, não apelar, mas exigir como uma urgência nacional contra o desemprego, a fome e a miséria. Se o poder os não ouvir então é na rua, braço dado com os trabalhadores que o deverão impor. Já não há mais tempo para falas mansas e conversas de protocolo ou de ocasião. O país afunda-se, a pobreza cresce e ameaça tornar-se numa epidemia que não poupara ninguém. Será que pedir o alargamento do subsidio de desemprego vai resolver alguma coisa?


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  1. 2 Março, 2009 às 10:01 am

    Os patrões estão a aproveitar-se desta “dita” crise.
    Somos um país de patos-bravos armados em superiores sem o minima respeito
    pelos problemas dos outros.
    Somos uns Xicos espertos que tapamos a “nossa” miséria com uns trapos e um
    chaço estacionado à porta.
    Somos um país de mal dissência onde a inveja impera.
    Expliquem-me como querem unir quem gosta de ser explorado.Aguardem para ver o resultado das votações
    F…se estou farta!!!

  2. libertario08
    2 Março, 2009 às 1:13 pm

    É o satus-quo vigente, é o sistema a funcionar.

    Mais esmolas NÃO.

    O desempregado quer trabalho, não quer ser parasita.

    Mais esmola não queremos, queremos ganhar o nosso pão diáriamente com o suor do nosso rosto.

    Foi o capitalismo que fabricou a “crise”, teremos de ser nós a solucioná-la.
    Soluções existem, basta para tal que os sindicatos se coloquem ao nosso lado com actitudes de luta e não de retórica, com actos e não com parlepié, com soluções concretas e não com falácia, reúnam com os trabalhadores e não com o patronato reaccionário, perguntem aos trabalhadores o que é melhor para a salvaguarda dos postos de trabalho.

    Basta de falatório, se necessário for ocupar empresas então que se ocupem, entreguem a gestão aos trabalhadores, só eles poderão gerir a “crise” que o capitalismo criou.

    # ferroadas

  3. 2 Março, 2009 às 9:42 pm

    O desemprego REAL é quase de 600 mil trabalhadores, 10% da população activa, dos quais metade não recebe subsidio; por terem saído por serem desempregados de longa duração ou por nunca lá terem entrada, devido a contratos de pequena duração (hoje existem contratos com duração de 15 dias e menos) ou porque vieram dos recibos verdes. Esta situação é dramática e muitas vezes atinge o agregado familiar. Pedir o alargamento das condições de atribuição é não apenas justo como necessário. Tendo o PS a maioria, o PCP ou o Bloco só podem colocar essa exigência ao nível da proposta e claro denunciar, em todos os locais e em todas as situações. Claro que a melhor resposta era impedir os despedimentos, mas como fazê-lo? O Bloco e creio que o PCP também, já propuseram isso mesmo. a) nas empresas que tiveram lucros b) cotadas em bolsa c) que receberam apoios estatais. A alternativa só a que o Ferroadas sugere. Mas estaremos preparados ou estarão criadas as condições para isso? Claro que não. Isso só seria possível num contexto de uma grande explosão social (que não é o caso -mas pode acontecer) ou através de uma grande consciência política, que está muito longe de acontecer. como diz a Mariazinha, somos um país de chico-espertos, da maledicência, patos-bravos e invejosos.

  4. wehavekaosinthegarden
    3 Março, 2009 às 4:17 am

    Fernado:
    Tudo isto só pode piorar com o tempo. Quanto mais vamos esperar? Até isto estar a ferro e fogo? Não seria mais inteligente exigir agora o controlo das empresas e das fábricas pelos trabalhadores, chegando a acordos que daqui a algum tempo com violencia?

  5. 3 Março, 2009 às 5:39 pm

    Como diz o Kaos, espera-se que isto caia mesmo no fundo? a quem convirá?

    Aos trabalhadores não é de certeza.

    Camarada Fernando, salvando as devidas distâncias no espaço e no tempo, se os homens e mulheres que fizeram o 25 de Abril assim pensassem, ainda hoje os nossos filhos e netos andavam descalços. Já vimos que quem nos governará por muitos a maus anos é o bloco central (PS vs PSD ou vice-versa), (aqui entra a visão da Mariazinha, somos um povo de xico-espertos, pequeno-burguesesas, e por aí fora) as outras forças políticas farão apenas aqui ou ali uns arranhões de circunstância. Já vimos também que os sindicatos já estão exprimidos, já pouco ou nenhum sumo deitam, para além de na sua maioria já terem deitado a toalha ao chão. O patronato está nas suas sete-quintas, explora a seu belo prazer com a conivência de sindicatos e de nós próprios, que nos auto-derrotamos, entregamo-nos a eles que nem virgem a namorado giro, quando nos falam em “reciclagem” os trabalhadores, com a velha retórica de estarem alguns a mais, o que fazem os restantes “ZERO”, onde está a solidariedade proletária? foi de férias.

    Camarada Fernando
    Penso que chegou à altura de nos definirmos, ou se avança com o cabedal ao manifesto, ou então o monstro (digo capitalismo) derrotou-nos.

    Abraço

  6. 3 Março, 2009 às 7:24 pm

    Na Martinique, depois de 6 semanas de luta e greve geral o povo obteve 200 euros/mês de aumento nos salarios até 1,4 SMIC (SMIC = 1000 euros/mês); essa greve esta a generalizar-se por o resto das ilhas francezas e se assim continuar (a crise), vai chegar a França e sera porque não um maio 68…
    um povo so consegue se for unido e solidario..

    um abraço

  7. 3 Março, 2009 às 8:43 pm

    É tudo muito bonito mas se não houver união eles fazem o que querem.
    Dou-vos dados concretos, na minha empresa ainda não pagaram os ordenados de Fevereiro. Temos um delegado sindical que tem medo dos patrões e já está farto do cargo. Naquela empresa vive-se um clima de faz de conta que não se passa nada. Porra!!! Estou farta! Falei com o director, falei com o chefe de pessoal que muito atrapalhados lá me deram uma desculpa esfarrapada.
    Agora pergunto eu:
    Se a empresa fechar como vai ser?
    Os trabalhadores iriam ficar calados?
    Onde está a união?
    Desculpem lá camaradas mas precisa-se de um povo com “eles” no sítio!

  8. 3 Março, 2009 às 10:52 pm

    Estou de acordo com a Mariazinha. Isto é um país de pichas moles, de ignorantes, lambe-botas, porcos e sabujos, onde se vive de aparências e onde o civismo, a organização, a educação nunca irão chegar. A nossa sina está traçada há muito, muito tempo. Só vejo uma solução para esta merda, ou chegamos rapidamente a um estado caótico de degradação social e então, inevitavelmente, teremos que varrer à metralhadora a escumalha toda de oportunistas, exploradores e xicos-espertos que se governam com o bem público, ou então é de fugir daqui o mais rápido possível e deixar só cá os sobreiros e a areia da praia para os espanhóis.

    Saudações do Marreta.

  9. 3 Março, 2009 às 11:15 pm

    é o problema em Portugal, é o cada um para si.
    Na empresa onde trabalha a Mariazinha ha um sindicalista, so que não é apoiado por os trabalhadores…
    que força tem ele assim ???
    Que força tem uma pessoa como nos frente a um patrão que tem o poder ?

    Comprendo que esse delegado estaja farto do cargo, sabendo como reagem a maioria dos portugueses, comprendo bém.

  10. mescalero
    4 Março, 2009 às 10:50 am

    Não é só a falta de coragem para enfrentar as situações. É também a falta de vontade para construir alternativas fora do sistema de exploração. É aqui que falta muita informação e muita deconstrução do discurso acabado do capitalismo democrático e liberal como o fim da história. Do falso conforto que a sociedade de hiperconsumo proporciona.

    Também se vê um reflexo dessa atitude aqui na net, pelos blogs, sites, comentários e opiniões. Há imensa gente descontente e crítica mas não estão dispostos a organizarem-se para lutar e criar alternativas.

  11. 4 Março, 2009 às 11:49 am

    Mescalero,
    Portugal é um pais que esta tão desorganizado a todos niveis,
    nem da ideia por onde começar para ele mudar,
    a mentalidade das pessoas, os habitos e costumes estão bém ancrados que esta dificil mudar algo…
    O povo português é assim…vive as caladas mal o bém e nada diz…tudo vai bém…
    Dia bom e desculpa esta minha intrusão
    um abraço
    P.S : adoro meu pais que é Portugal, e tenho pena de eu ver assim.

  12. 4 Março, 2009 às 6:00 pm

    “Há imensa gente descontente e crítica mas não estão dispostos a organizarem-se para lutar e criar alternativas” in-Mecalero

    Há pois é, é isso mesmo camarada, o “povo” habituou-se a que sejam os outros a resolver os problemas, o deixa-andar instalou-se nestas cabecinhas, depois, bem, depois é a máxima “primeiro eu, depois eu, e ainda eu, os outros que se lixem” é este o povo que somos, ainda está bem patente no nosso colectivo a máxima salazarenta do “Deus, Pátria e autoridade”, os poderosos sabem-no, daí as dificuldades que, os que querem mudar, alterar e lutar contra o satus-quo encontram.

    Como diz o Marreta, será que só quando isto bater no fundo, quando já nada restar a não ser areia e sol, o Povo tomará consciência da porcaria que temos permitido fazer a estes fazedores de ilusões?

    Quero querer que não.

    Quem fez a “crise” que eles nos dizem que existe?
    Quem quer com a “crise” dominar-nos e humilhar-nos cada vez mais?

    Camaradas, chegou a hora de nos definirmos, de deitar para trás das costas a nossa pequena-burguesia cinzenta e enganadora, chegou a hora de acção, se não queremos os nossos filhos e netos subjugados ao poderio capitalista, explorador e desumano, temos de começar já, amanhã será tarde de mais.

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