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PELA SALVAÇÃO DO POSTO DE TRABALHO, PARA NÃO RECORRER À MENDICIDADE

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 Quem fez a crise, que pague a crise.

Se um trabalhador for incompetente ou de qualquer forma executar a sua função ou tarefa com ineficácia, desleixo e prejudicar o bom funcionamento e sequência do trabalho para que estava contratado, é-lhe movido um processo disciplinar podendo até ser despedido com justa causa.

 

Por que razão não se pode aplicar esta “regra” aos milhares de incompetentes que nos levaram a todos para a situação actual, sim, porquê não?

 

Quando digo fábrica fechada, era fábrica ocupada, estou simplesmente a dizer, se os trabalhadores nada fizeram para que a mesma fechasse, por tal, temos o direito de salvaguardar o nosso posto de trabalho.

 

Portugal atingirá a curto prazo a cifra astronómica de QUINHENTOS MIL DESEMPREGADOS, 10% da população activa, milhares de compatriotas nossos começaram a recorrer à caridade, a sopa dos pobres não aceita mais ninguém, milhares de casas deixaram de ter electricidade ou água canalizada, a falta de pagamento assim o obriga, a carne ou o peixe tornou-se um luxo, no fundo, Portugal tornar-se-à a curto prazo um país de pedintes e sub-nutridos, onde meia-dúzia de chicos-espertos pró-sistema continuarão a mamar na teta daquilo que vai sobrando.

 

Solução, claro que existe solução, bastava para tal que o Povo de consciencializasse que o seu posto de trabalho nunca podia ser posto em causa, aliás direito constitucionalmente consagrado. Se somos nós que criamos a riqueza porque não tomar nas nossas mãos os nossos destinos, porque não actuarmos com firmeza perante actos de intimidação de quem põe em causa o nosso futuro e o dos nossos filhos? 

 

Sim camaradas, não fomos nós que fabricamos a “crise”, esta foi-nos imposta pelo grande capital, pelos especuladores, pelos incompetentes quer governantes quer gestores, então vamos pedir-lhes responsabilidades. A única forma que temos é a da luta pelo posto de trabalho, se o patrão quer abandonar a empresa então tomamos nós conta da mesma, não somos capazes? Claro que somos. A auto-gestão é o caminho, exemplos de empresas auto-gestionárias não faltam, temos é de tomar atitudes firmes, sermos unidos e solidários e não deixar que ninguém fale ou actue em nosso nome.

 

# ferroadas

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  1. 11 Março, 2009 às 10:18 am

    Camarada Ferroadas, penso que o número de 500.000 já deve ter sido ultrapassado (factos reais e não estatísticos). Quanto ao nosso posto de trabalho, pelo menos no que respeita a empresas portuguesas (que vão escasseando…), essa é uma via, aliás parece-me que nas condições actuais cada vez mais se tornará a ÚNICA via. Quanto às empresas estrangeiras, aí a coisa torna-se mais complicada.
    Aguardemos que o desemprego chegue para aí aos 2 milhões para que o povinho se decida a mexer, com acções práticas e frutuosas e não apenas com folclores de rua e retórica. Com esses podem “eles” bem…

    Saudações do Marreta.

  2. 11 Março, 2009 às 9:14 pm

    Camarada
    Até arrepia como são geridas as a maior parte das empresas em Portugal!
    Para certos “empresários” até convem que os resultados sejam negativos.
    Infelizmente não temos povo para a solução que apresentas. Aquilo que se aprendeu depois do 25 de Abril já foi há muito que foi esquecido. Há que reaprender tudo de novo e sobretudo o significado da palavra POVO.

    Um abraço

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