A Cimeira do G20

g20-policia

Fiz o boneco mas não tenho nada para dizer sobre aquela reunião dos mais ricos. Nada que decidam me surpreenderá, não será nada de bom, não vai mudar o paradigma das coisas, nem revogar o capitalismo global. São os culpados do estado da economia, são os que menos sofrem e aqueles que mais esperam beneficiar com esta crise. Ou acontece um milagre e cai-lhes um meteoro nos cornos ou aquela gente continuará com os seus negócios e com os seus números. Nos somos dispensáveis, estamos em importância muito abaixo de uma nova mansão ou de um carro de luxo. Que mais há para ver ou ouvir por lá? As manifestações, o circo que lá montaram? Uma distracção em que nem falta a violência dos hooligans. As televisões adoram.

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  1. libertario08
    4 Abril, 2009 às 3:40 am

    O G20 não vai criar as soluções para os trabalhadores. O G20 vai criar soluções para continuar a viabilizar o capitalismo, prolongando-lhe a agonia até isto tudo estoirar; entretanto alguns se hão-de safar – os do costume! As maiores consequências desta crise do capitalismo são para os que ainda agora nasceram. Pelos resultados imediatos se podem imaginar as repercussões e os resultados futuros!

    Deixo-vos a análise de IO francesa:

    CHRONIQUE POLITIQUE

    G20 : la feuille de route est déjà rédigée

    LE 2 avril prochain s’ouvre leG20, réunion des vingt pays dits « les plus riches » de la planète. A la veille de ce sommet, le journal britannique Financial Times en a publié le projet de communiqué final. Une « feuille de route » illustrative à plus d’un titre. Passées les formalités d’usage, tous les gouvernements sont sommés de mettre rapidement en œuvre des « actions budgétaires concertées » à une hauteur sans précédent : « La plus grande mobilisation de ressources financières des temps modernes. »
    Autrement dit, il leur est enjoint de prélever sur les budgets publics des milliers de milliards de dollars ou d’euros supplémentaires pour les offrir aux banques et aux groupes capitalistes faillis. Seule marge de discussion, le montant exact de ces «milliers de milliards » : «Nous sommes déterminés, est-il stipulé par avance, à prendre ensemble des mesures fiscales qui se montent à [x] milliers de milliards. »
    Ne reste plus qu’à préciser le [x].
    Ce serait là, dit-on, le prix à payer pour sortir de la crise et « refonder », « moraliser » le capitalisme.
    PLUS pragmatique, l’hebdomadaire économique britannique The Economist préfère détailler, lui, le programme anti-ouvrier qui va accompagner ce hold-up « des temps modernes » : « Il faudra que les gouvernements entament un difficile revirement de politique. A long terme, il faudra bien retrouver un marché du travail flexible. Ce qui veut dire stopper les politiques de subvention à l’emploi, en finir avec les privilèges des salariés protégés et faciliter les politiques de restructuration des entreprises en leur permettant de licencier leurs employés. Car plus les emplois pourront être facilement détruits, plus facilement ils pourront être recréés. Aider les gens à conserver leur job risque de freiner les ajustements à venir (…). Cela requiert une certaine agilité politique, mais ce sera la condition sine qua non pour ne pas étouffer la croissance (…). Le chômage est amené à augmenter très rapidement, pour un certain temps. Au mieux, des millions de vies seront gâchées pour des années. La tâche des hommes politiques est de faire en sorte si possible que la misère ne se mesure pas en décennies. »
    Voilà donc le programme du G 20, la véritable «morale » du système de la propriété privée des moyens de production en crise. Gardons-le bien à l’esprit dans le déferlement médiatique annoncé pour les jours prochains.

    JEAN-PIERRE RAFFI

  2. Manuel Baptista
    4 Abril, 2009 às 9:59 am

    O comunicado do G20 proclama com grande pompa que «a era do segredo bancário está encerrada». Ora, o Reino-Unido, que figura na lista branca das «nações virtuosas», tem na «City» o maior «off-shore» do mundo inteiro!!! Além disso, toda a gente sabe que os estrangeiros ricos estabelecidos em Londres beneficiam de uma exoneração fiscal total dos seus rendimentos…

    Estas palhaçadas seriam completamente incompreensíveis se não fossem destinadas ao grande público, que consome as «notícias» dos media. Os jornalistas desses media estão sempre prontos a fazer comentários «bem-educados» sobre as decisões dos poderosos. Sabem muito bem a verdade, mas não a divulgam, pois ficariam sem o seu emprego…
    MB

    Nota: lamento que alguém que se diz «libertário» fale de «hooliganismo» a propósito das manifestações anti-capitalistas que ocorreram na city. Mais uma vez estão a vender gato por lebre; o anti-capitalismo não é Choologanismo, o qual não tem qualquer propósito político. Chamam de hooligans os que invadem e danificam agências bancárias e outros símbolos do capital, arriscando aí a sua pele e muito a sua liberdade: eles não são hooligans, são militantes libertários (sem aspas) que escolhem uma forma extremada de se exprimirem numa sociedade que é completamente fechada aos seus argumentos e propostas: Num aspecto dou-lhes razão; também eu considero que a alternativa ao sistema não passa por fazer o jogo do sistema, por participar em eleições para o parlamento europeu para «denunciar» a UE e outras coisas absurdas… típicas de certos reformistas.
    Manuel Baptista

  3. mescalero
    4 Abril, 2009 às 11:03 am

    Ainda bem que te temos a ti, ó grande educador, para nos explicares o que são libertários com e sem aspas e que o reformismo pertence ao eixo do mal.

  4. Manuel Baptista
    7 Abril, 2009 às 8:40 am

    Face à ce déchaînement policier (dont les suites judiciaires ne font que commencer à l’encontre des manifestants arrêtés), et à cette limitation évidente du droit de manifester le traitement médiatique ne s’est intéressé depuis 48H qu’aux destructions matérielles, qu’il a toutes attribuées aux manifestants, relayant unilatéralement les versions préfectorales.

    La /Coordination des Groupes Anarchistes/ dénonce le cran passé par l’État dans la répression ainsi que le traitement médiatique relevant de la contre information qui a suivi. Nous réclamons l’arrêt des poursuites contre les manifestants et la libération des emprisonnés. Une fois de plus la violence contre les personnes est celle de l’État, des puissants qui, par l’armée et le capital, règnent sur le monde.

    *A bas l’OTAN. A bas le système répressif et sécuritaire !*

    /le 6 avril 2009/
    /Relations Extérieures/

    ver: http://ainfos.ca/ainfos13407.html

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