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E agoras Senhores Doutores e Engenheiros?

socrates-durao-pobreza

A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, garantiu esta segunda-feira que as escolas resolvem todos os casos de carência alimentar que identificam.

Abrir as cantinas escolares durante as férias para garantir uma alimentação equilibrada a crianças carenciadas é uma das propostas da Direcção-Geral da Saúde para combater a crise. A ideia não é nova. Já há autarquias a fazê-lo

Todos os dias nos surgem mais exemplos da adaptação da sociedade a um estado de pobreza social generalizado, na tentativa de evitar que se caia na miséria extrema. Isto não são boas notícias, assim como não o eram quando o Sr. Silva nos seus roteiros para a inclusão apelava ao voluntariado e à caridadezinha como solução de a crise mesmo antes desta crise. Não eram por isso boas notícias quando, há já algum tempo, o “Marocas” avisava que as convulsões sociais eram uma possibilidade bem possível e real. Eles sabem que a pobreza vai alastrar, eles sabem que isso coloca problemas sociais, que isso cria descontentamento e que facilmente pode transformar-se em confrontos e revoltas. Eles vão preparando o terreno para tentarem aplicar o “titsentretainement”, a teoria em que, com um mínimo de subsistência e muito entretenimento se evita que as populações se revoltem. A questão está em saber se esta pobreza é inevitável. Os culpados já os conhecemos, são os mesmos que agora nos anunciam a crise, faltando saber as soluções. O mercado não funciona, a economia pára e tudo o que nos dizem é que a solução é; esperar. Esperar que a crise passe, esperar aguentando até que tudo volte a ser como era. Vivemos por isso tempos de “fé” que certezas, ninguém nos sabe ou pode dar. Resta-nos esperar e ter fé. A mim custa-me esperar sentado que tudo volte a ser o que era pagando nós o preço dos seus negócios e mordomias. Talvez fosse bom aproveitar este tempo para entender que não é na produtividade e na competitividade que está a resposta, mas simplesmente na produção daquilo que realmente é necessário para as nossas necessidades e para um novo renascimento do humanismo. As escolas passarem a ser locais de enriquecimento intelectual, o homem partir em busca de um novo avanço civilizacional que faça de todos nós gente melhor. Uma sociedade em que todos tenhamos o nosso espaço que podemos compartilhar com todos os outros. Uma sociedade mais livre por nela ser cada vez menos preciso vivermos o nosso egoísmo. Uma sociedade mais libertária.

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  1. Manuel Baptista
    16 Abril, 2009 às 1:43 pm

    O regime de Portugal tem uma grave doença que precisa de ser diagnosticadaThursday, April 16, 2009 12:43 PM
    From: “inciativalutasocial” View contact details To: “Luta Social discussão”
    Tenho reflectido sobre os rumos da democracia em Portugal e cheguei à
    conclusão de que o problema é que se trata de uma enfermidade não
    diagnosticada, ou um diagnóstico feito mas não reconhecido pelas
    gentes.
    Portugal, desde há pelo menos 200 anos, passou de país colonizador a
    país colonizado, submetido por várias potências: primeiro a Grã-
    Bretanha, depois pelos países ricos da UE, com participação dos EUA.

    Tudo se pode compreender melhor, incluindo a enorme quantidade de
    corrupção e falta de vergonha da classe política, se virmos este país
    como uma vulgar neo-colónia, seja do continente sul -americano, seja
    africano. De facto, esses países têm (ou tiveram) regimes que até
    podem ser formalmente democráticos, mas onde uma pequena oligarquia
    manda, usando políticos corruptos para fazer o jogo da representação e
    manter assim o povo quieto.
    Gostava de escrever um livro para fundamentar melhor e tornar mais
    popular esta tese. Preciso de colaborações sobre o assunto. Escrevam-
    me:
    manuelbap@yahoo.com

    Agradeço qualquer apoio que queiram dar-me.
    Solidariedade,
    Manuel Baptista

  2. 16 Abril, 2009 às 5:50 pm

    O que fez a madame Marocas na Cruz Vermelha senão brincar à caridadezinha?
    Viajou,comeu e bubeu e oh que protagonismo meus senhores!
    Querem tapar o sol com a peneira,fazem medidas populistas à beira das eleições
    para caçarem votos. Estas medidas são demagogicas, os mais pobres precisam de uma vida digna que os pseudo governantes deste triste país lhes roubam descaradamente.
    Vamos gritar bem alto:
    Vão prá puta que os pariu!

    Um abraço

    #Mariazinha

  3. 16 Abril, 2009 às 8:44 pm

    Números oficiais de hoje:

    DOIS MILHÕES de pobres, sendo 300 mil crianças com menos de 15 anos, estes são os que estão “registados”, segundo algumas instituições de solidariedade social o número real é bastante mais elevado, cerca de 3 milhões sem contar com todos os que recebem/ganham menos que o salário mínimo, se aqueles juntarmos estes, o número avança para cerca de 4 milhões. Uma vergonha nacional. E não me venham com a merda da crise, qual crise? esta é mais um pretexto para nos irem ao trazeiro, só não vê quem não quer. O que me admira é ainda haver gente que se contenta com as palavras bonitas destes tipos.

    Abraço

  4. Manuel Baptista
    18 Abril, 2009 às 8:41 am

    Quando este projecto começou a germinar dentro de mim, percebi imediatamente que ele se devia a uma enorme frustração pelo que vejo e me apercebo do meu país. Pensei que tantas pessoas como eu têm vindo a exprimir essa raiva e frustração por tudo o que se está a passar aqui e agora. Mas a raiva, a indignação, a revolta, somente são algo de positivo, se desembocarem numa procura efectiva de solução para os problemas. Caso contrário, são apenas uma razão suplementar para amargar, para azedar interiormente. É por isso que lanço este apelo.

    Existe um falhanço histórico da intelectualidade, das pessoas que têm maior responsabilidade, porque detêm saberes e meios de os divulgar. Os académicos, os docentes, membros de profissões em contacto diário com um vasto público, têm especial responsabilidade em explicar o que se passa. E têm essa responsabilidade porque detêm meios (os instrumentos, as ferramentas intelectuais) que os podem apetrechar a fazer a análise (diagnosticarem a doença) e desde logo a apontar caminhos para a «cura» ou a esclarecer quais as opções se colocam.

    É uma tarefa ciclópica, por isso eu sei que nunca a irei realizar isolado, com base nas minhas próprias forças… até porque tenho de ganhar o pão quotidiano e não posso descurar os meus deveres profissionais e outros. Mas, mesmo que dispusesse de uma infinidade de lazer, não seria bom tentar realizar este projecto a solo, desde já porque ele só faz sentido sendo colectivo; a questão que aponta é uma questão eminentemente colectiva (diz respeito a toda sociedade portuguesa) e, sobretudo, aponta para uma prática de discussão/acção que deverá ser colectiva.

    Devemos nos despir das vendas ideológicas que nos tolhem a visão de problema, devemos perceber que estamos perante um fenómeno de ocultação não intencional, não deliberado. Não cabem aqui quaisquer «teorias da conspiração».

    O problema, tão simples na sua essência, é o seguinte: como se explica o atraso crónico e secular deste país, à beira-mar plantado?

    Um país que poderia ser um «jardim», mas não é; mais parece um lugar de exílio («Pátria, lugar de exílio», para retomar o título dum dos mais belos livros de poesia portuguesa do séc. XX). Vamos continuar A ASSOBIAR PARA O LADO E IGNORAR ESTE FACTO FUNDAMENTAL ou teremos a coragem de olhar a realidade em frente? Reconhecer que somos um antigo império (e antiga nação) convertido numa NEO-COLÓNIA, num país colonizado nas múltiplas vertentes; colonizado económica e politicamente, sem dúvida, mas que o é sobretudo porque um complexo mental, cultural se apoderou da nossa intelectualidade e do nosso povo, em geral?

    Vamos perder os complexos estúpidos de «esquerda» e deixar de ter receio de sermos catalogados por certos idiotas como «nacionalistas», porque consideramos nosso dever estar no seio do povo, que tem amor à sua pátria, à sua terra, amor esse totalmente justificado e que não anula, nem atenua, o olhar de censura que temos em relação à forma bárbara como uma (falsa) elite tem espatifado (literalmente) as oportunidades de desenvolvimento deste «cantinho luso»?

    Nada mais estúpido do que estarmos preocupados com o politicamente correcto, com a conotação que tem o nosso ponto de vista. Não devemos ter medo de errar, de sermos ridículos até, pois os que nos acham ridículos são -eles próprios- muito mais, com certeza, porque se mantêm na estéril crítica destrutiva e «ad hominem». Os mesquinhos estão apenas preocupados em fazer valer o seu ponto de vista, para –afinal de contas – satisfazer a sua ambição de poder, se pavonearem pelo «mundo», como «celebridades» de uma hora, num qualquer programa televisionado…

    Considero que esta visão da história portuguesa marcada pela sua transformação em neo-colónia é totalmente evidente para quem conheça razoavelmente a história dos últimos 200 anos. A ocultação sistemática, um obnubilar intencional nesta história, dos mais relevantes factos tem ocorrido: isto revela que cada tendência política e ideológica tenta distorcer a realidade, tenta enquadrá-la da maneira mais conveniente para sustentar as suas teses.

    Mas eu sei que devemos tentar submeter as nossas hipóteses a uma verificação: a hipótese de trabalho pode ser posta à prova dos factos, quer passados quer presentes? Se sim (e somente neste caso) estamos perante uma construção defensável em termos científicos.

    Há que responder, no inicio do percurso, a duas questões:

    – Como se pode caracterizar um dado país ou povo como neo-colónia, como neo-colonizado? O que significa este termo? Em que situações tem sido aplicado? Que consequências tem sido extraído nos diversos casos que nos mostra a História contemporânea?

    – Que sintomas, que indícios de neo-colonização apresentam este país e este povo ? Quais os aspectos que aproximam Portugal do retrato robot de neo-colónia? Quais os aspectos em contradição com tal retrato? Serão estas contradições autênticas, genuínas, ou somente aparentes?

    Assumindo os resultados desse primeiro duplo inquérito, teremos de avançar para uma explicação diacrónica sobre o desenvolvimento da patologia diagnosticada…Como se instalou? Como se consolidou? Como se perpetuou?

    Precisamos de conhecer e avaliar a história económica, a sociologia, a história da cultura, da ciência, etc.

    As respostas às perguntas genericamente formuladas acima levarão logicamente a uma «terapêutica», ou seja, a tentar-se aplicar os conhecimentos adquiridos ao domínio da prática política e social.

    Aguardo feed-back

    Solidariedade,

    Manuel Baptista

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