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1º. de Maio: A REVOLTA DE HAYMARKET

Esta coisa de nós próprios acharmos que um libertário é um tipo descomprometido resulta às vezes numa certa irresponsabilidade. Ora sem responsabilidade individual não há verdadeiro espírito anarca que vingue. Se ignorarmos os nossos compromissos com os  outros camaradas caímos no vazio, baldamo-nos ao colectivo e renunciamos a participar na acção.

Mas os verdadeiros libertários também não andam por aí a dar chibatadas no próprio couro e a dizer toma lá, toma lá que és culpado, arrepende-te. Vai lá, vai, como diz o Ferroadas! Isso é coisa para os cristãos de outras eras e para os Opus Dei, Maçons e outras seitas que não lembram nem ao diabo.

Os verdadeiros libertários tendem para ser assim um bocado a dar para o surrealista: não se arrependem, aprendem com os erros e, se lhes der na real gana voltam a repetir a graça, mas sempre de uma forma original. Agem de acordo com as suas convicções colocando a Liberdade em primeiro lugar nas opções.

Por isso tomo a liberdade de vir aqui colocar este texto fora de horas, completamente desalinhada com a agenda das postagens porque considero útil relembrar este episódio da História decorrente das lutas dos trabalhadores do primeiro 1º. de Maio:

Monumento aos Mártires de Chicago: “Um dia o nosso silêncio será mais forte que as vozes que hoje vocês estrangulam

A REVOLTA DE HAYMARKET

A Revolta de Haymarket aconteceu no dia 4 de maio em 1886 na cidade de Chicago, Illinois, e é considerada uma das origens das comemorações internacionais do “1º de Maio”, o dia do trabalho. Durante uma manifestação pacífica a favor do regime de 8 horas de trabalho, uma bomba estourou junto ao local onde policiais estavam posicionados, matando um imediatamente e ferindo outros 7 que morreram mais tarde. A polícia imediatamente abriu fogo contra os manifestantes, ferindo dezenas e matando onze. Os oito organizadores da manifestação, militantes anarquistas, foram presos e incriminados pelo acontecimento, mesmo na ausência de evidências que os conectassem com o lançamento da bomba. Uma grande campanha foi organizada para salvar os mártires de Chicago. Finalmente, quatro deles foram executados, um cometeu suicídio antes do enforcamento, e os três remanescentes receberam sentenças de prisão que foram revogadas em 1893, quando o governador concluiu que todos os oito acusados eram inocentes.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolta_de_Haymarket

# Kaótica

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  1. mescalero
    30 Abril, 2009 às 8:54 am

    Kaótica,

    Sendo o tema a revolta e os assassinatos de Haymarket a minha respiração até parou quando cheguei à parte

    “Os verdadeiros libertários […] não se arrependem, aprendem com os erros e, se lhes der na real gana voltam a repetir a graça, mas sempre de uma forma original.”

    Pensei mesmo que estavas a sugerir uma revolta em grande já para o 1º de Maio.

    cumps

  2. 30 Abril, 2009 às 9:37 am

    Tem calma camarada Mescalero, a hora há-de chegar. As revoltas (também) são feitas de pequenos nadas. Que o 1º de Maio seja uma festa da união e amizade, como o é o 25 de Abril.

    BJS

    # ferroadas

  3. 30 Abril, 2009 às 1:41 pm

    Por bombas já não tem nada de original. E todos sabem que violência gera violência. A discórdia demonstra-se com palavras e com palavras que quem disser mais alto tem mais força. É para isso que servem as “massas”. Quantos mais melhor. Contrariar os que ainda apregoam o dividir para governar.
    O pior são as traições. Aquela bomba foi com certeza obra da traição.

    CARreGA

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