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A BURGUESIA PREPARA-SE

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Como dizia há tempos, este ano (2009) vai ser um fartote, a partidarite de alto teor capitalista, prepara-se para “derreter” o que têm e não têm nas eleições burguesas. Os orçamentos serão aumentados de forma absolutamente vergonhosa, os mesmos passam de 22.500€ para 1.257.660€ (55 vezes mais) faz com que o “circo” se transforme, como sempre, num lavar de roupa (de seda fina) suja e bastante encardida.

 Estes políticos não têm nenhuma sensibilidade e veja-se, todos os partidos do sistema aprovaram tais medidas, até o PCP e o BE mandando o “anti-capitalismo” às malvas, são, tal como os demais, mais amigos do vil metal que galinha de milho.

 Num país carregado de esfomeados, o Estado vai gastar, sim, vai sair dos nossos bolsos, 100 milhões de euros nas três eleições, entretanto o capitalismo nacional e não só, se encarregará de fazer mover as máquinas partidárias burguesas com os “donativos” adjacentes, é um fartote, isto sem contar com o que entra pela porta do cavalo sem controlo de qualquer espécie. Continuarão os aldrabões, vigaristas e corruptos a manobrar as mesmas, o Povo, esse, amarrado ao futebol, às telenovelas e à esperança adiada dum futuro que nunca chega, vai, mais uma vez, ser enganado, para gáudio dos políticos profissionais cá do burgo e da burguesia instalada em Bruxelas e Estrasburgo. Haja dinheiro e carne fresca que oportunistas há procura de tacho não faltam.

Entretanto, num país de “bananas”  o Alberto João das mesmas, gastou em 2008, 500.000€ (QUINHENTOS MIL EUROS)  em viagens “secretas”, provavelmente foi às “meninas” a Bruxelas, ou quem sabe contratou o serviço de algumas acompanhantes de luxo. É tudo a gamar às claras, a lata (leia-se impunidade) é tanta que já não o fazem às escondidas, para mais, lá pela Ilha a pobreza extrema atinge 40% da populaça. 

Para onde caminhamos, para o abismo de certeza.    

# Ferroadas

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  1. mescalero
    7 Maio, 2009 às 9:56 am

    Que é 1/4 do orçamento da Madeira. Extraordinário! E o ogre ainda tem a lata de dizer que agora é que vai viajar mais.

  2. 7 Maio, 2009 às 10:10 pm

    Amigo ferroadas.
    Sobre o financiamento dos partidos há muita poeira no ar. Percebe-se. Esta confusão, em ano de todas as eleições, dá jeito. E tentar meter todos os partidos no mesmo saco, convém para desmobilizar/desmotivar as pessoas e as alternativas, particularmente quando as esquerdas (e particularmente o Bloco), a ter em conta todas as sondagens, podem complicar certas contas.

    Sobre o financiamento dos partidos e as alterações introduzidas:

    a) não houve nenhum aumento do financiamento PÚBLICO dos partidos (o Bloco e creio que também o PCP defendem que os montantes máximos para as campanhas eleitorais são escandalosamente altos -só o PS e PSD é que atingem esses máximos)
    c) mantém-se a proibição das empresas de FINANCIAR os partidos
    d) mantém-se que os donativos particulares não podem exceder os 25 salários mínimos (agora a referência são os IAS (indexante de apoios sociais)
    e) mantém-se as regras e os procedimentos dos donativos particulares: Não podem ser anónimos. Tem de ser feitos através de movimentos bancários.
    f) mantém-se também o modelo de apresentação de contas e os mecanismos de controle.

    O que alterou então?

    O que se alterou foi o montante que os partidos podem arrecadar em iniciativas e realizações partidárias e só possível de ser angariado EXCLUSIVAMENTE contra A VENDA de BENS e SERVIÇOS e até 100 euros por pessoa. Enquadram-se aqui uma FESTA do AVANTE, por exemplo. Uma festa, um almoço ou jantar partidário.

    Antes este montante só era possível até ao limite de 22 500 euros (incluindo as cotas dos militantes – por exemplo um partido com 1000 militantes e uma cota de 25 euros já ultrapassava esse montante, logo estava sujeito a multa), agora passou para os tais 1.257.660€ de que falas ou coisa que o valha.

    Achas mal? Achas que o financiamento deve ser EXCLUSIVAMENTE público? Seria melhor, como era dantes, em que os financiamentos não eram escrutinados, transparentes, em que as empresas financiavam os partidos? Os donativos particulares não passavam pelos bancos e podiam atingir qualquer montante? Eu penso que este é um sistema justo, mas admito que possa estar enganado, mas dêem-me alternativas! Lembras-te do financiamento da Somague ao PSD? Dos empresários brasileiros ao PS? Dos doadores inventados pelo CDS?

    Mas melhor que eu, explica quem conhece bem as leis aprovadas sobre este assunto, de quem aliás me “socorri” para te responder.

    Aqui: http://www.miguelportas.net/blog/2009/05/05/financiamento-dos-partidos-uma-historia-mal-contada/

    e aqui: http://www.esquerda.net/index.php?option=com_content&task=view&id=11781&Itemid=130

    Claro que não me passava pela cabeça que um partido, como o Bloco, que tem feito um combate pela transparência e contra a corrupção, uma das principais bandeiras, alinhasse, em sistemas e manobras pouco claras.

    Quero continuar a acreditar que com todos os problemas e dificuldades nem todos os políticos e partidos são iguais senão o melhor era mesmo “armar a trouxa e zarpar”. Não quero crer que os “puros” estejam todos fora dos partidos. E quero continuar a acreditar que há pessoas, como eu, como tu, como muitos de nós que pretendem justiça, dignidade, uma sociedade mais justa, que se organizam em partidos, para dar luta, também nos sítios onde tudo se decide.

    Um abraço!

    Nota:deixo-te uma pequena provocaçãozita. Uma canção do José Mário de nome “Não te prendas a uma onda qualquer” 😉

    http://www.imeem.com/people/k7BR4Ls/music/01yyYbYM/jose-mario-branco-nao-te-prendas-a-uma-onda-qualquer/

  3. 8 Maio, 2009 às 12:16 pm

    Amigo Fernando

    Não sou economista e a minha “ignorância” na matéria é a quanto baste, mesmo assim te digo e apesar de darem a volta que derem os partidos nunca deixarão de encontrar soluções para haver lugar a “financiamentos” por baixo da mesa, sempre assim foi e sempre assim será, e aqui, caro amigo não excluo nenhum. Por alguma razão dos 230 deputados só dois votaram contra esta proposta de lei, ironia das ironias foram ambos do partido do governo, só este particular me basta para dizer que desconfio da “pureza” da mesma, pois sempre fui e serei contra as unanimidades.

    Será coincidência o facto de pela primeira vez (que eu me recorde) o plenário estar todo de acordo (menos aqueles dois dissidentes) em alguma coisa, quando se fala em dinheiro, a unanimidade é certa, aliás como nos aumentos escandalosos dos eurodeputados ou nos seus congéneres do burgo, que eu saiba ninguém levantou voz ou se o fez foi ao de leve, nunca um deputado ou eurodeputado se insurgiu contra o que aufere e propor ao plenário ” ganhamos demais, a classe política ganha demasiado, o Povo lá fora passa dificuldades, o país está em crise, proponho a redução dos nossos salários e mordomias em 50% ” Já alguém o fez? que eu saiba não….

    A burguesia não é exclusiva da direita.

    Abraço

  4. Manuel Baptista
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