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Democracia! Só é boa quando ganha o meu candidato

Ahmadinejad vitoria eleicoes
O presidente cessante do Irão, Mahmoud Ahmadinejad, anunciou hoje a ocorrência de tumultos na capital iraniana depois de conhecidos os resultados da eleição presidencial. Ahmadinejad, que considerou a sua reeleição “uma grande vitória”, acrescentou que as eleições foram “totalmente livres”, apesar de os apoiantes do seu opositor Hussein Moussavi terem saído às ruas para protestarem contra os resultados das eleições. Segundo o ministro do Interior, Sadegh Mahsouli, Ahmadinejad, 52 anos, obteve 24527516 votos (62,63 por cento) enquanto o conservador moderado Hussein Moussavi obteve 13216411 votos (33,75 por cento).

Presidente cessante? Já têm a sua queda programada? Honestamente não sei se as eleições no Irão foram livres ou não, mas o que sabia era que se o candidato apoiado pelo ocidente ganhasse seria considerada uma vitória da democracia, mas se o a vitória sorrisse a Ahmanidejad então a sua legitimidade e a honestidade seriam sempre contestadas. Não me enganei e a democracia acabou com confrontos provocados pelos ditos maiores democratas. Não apoio o Ahmanidejad porque não apoio qualquer fundamentalismo, mas não posso deixar de estranhar que surgirem confrontos sempre que o candidato do ocidente não ganha. A ideia que dá é que há aqui muita mão de serviços secretos nestas revoltas. Não me esqueço que em Portugal houve uma revolução e hoje sabemos bem que muitos dólares e muitas tramóias foram feitas para s destruir. Ainda hoje pagamos o preço da actividade dos Frank Carlucci’s, das suas negociatas e dos traidores que se deixaram comprar pelos seus dólares. Sabemos bem os seus nomes e o que ganharam em troca. Conhecemos bens os métodos dos que se dizem defensores da liberdade e da democracia. Enquanto houver dois pesos e duas medidas os povos continuarão a sofrer por mais livres e honestas que sejam as eleições. Vivemos tempos de mentira e enganos.

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Categorias:eleições, MENTIRAS
  1. Manuel Baptista
    16 Junho, 2009 às 5:11 pm

    Será assim tão difícil compreender uma insurreição popular? Talvez devesses ler o comunicado do partido comunista dos trabalhadores do irão (um partido não leninista, creio que marxista conselhista). Ao fim e ao cabo eles têm muito maior conhecimdento do interior do Irão do que tu ou eu!
    Há uma tentativa de derrube do regime totalitário obscurantista e terrorista para o seu próprio povo. Estamos com esse corajoso povo ou com o poder?

  2. wehavekaosinthegarden
    20 Junho, 2009 às 1:03 am

    Manuel Baptista
    Estou contra a mentira e a contra informação. Estou contra a influencia ocidental, com dinheiro, terroristas e agitadores para derrubar um regime, não pelo povo desse país mas por interesses económicos e geo estratégicos. Temos o exemplo de Portugal e daquilo que fizeram da nossa revolução

  3. Manuel Baptista
    21 Junho, 2009 às 11:09 pm

    Kaos,

    Não é «revolução» só porque assim foi designada (pelos que ascenderam ao poder). Para mim e mais uns largos milhões de seres humanos (creio) revolução é um acto libertador. Ora, se houve uma revolução (apenas política, não social como eu e tu gostaríamos e Abril de 74-Nov-75) em Portugal, não admito que se chame «revolução» ao regime dos ayatollahs. Nesse caso o Chile de Pinochet também foi «revolucionário»… não! não vamos fazer confusões semânticas.
    No Irão existe um regime teocrático, totalitário, com uma moral religosa mais recuada do que o islão foi na idade-média na própria preníinsula ibérica. Deixemo-nos de fantasmas. Eu prefiro que eles sejam derrubados, não me importa nada se isso favorece pontualmente os yankees. Aliás não seria seguro que assim fosse.
    Eu penso que temos de ser bastante críticos e ver de onde vêm as atoardas de que «há aí a mão da CIA etc…» eu sei muito bem que a CIA está em todo o lado. Mas sei também que não é a CIA que mobiliza as pessoas aos milhões. É a revolta, o desejo de liberdade, de poder viver no século XXI sem uma polícia dos costumes, sem ser-se apedrajada até á morte porque se cometeu «adultério», etc…

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