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Processos Revolucionários: Revolução Cubana II

cuba usa embargocartoon daqui

«(…)

Para eliminar as seculares causas do subdesenvolvimento e suas consequências, a Revolução Cubana, definida como uma revolução nacional-libertadora, democrática, anti-imperialista, iniciou a realização de quatro grandes objectivos estratégicos desta primeira etapa do seu desenvolvimento:

1) A Reforma Agrária e o aumento e diversificação da produção agropecuária com vista à satisfação das necessidades nacionais.

2) A industrialização nacional.

3) Romper o monopólio e controle semicolonial que sobre o nosso comércio exterior exerciam os Estados Unidos.

4) Acabar com o controle estrangeiro sobre a economia cubana e estabelecer o domínio nacional sobre ela e sobre todas as riquezas nacionais.

(…) A Lei de Nacinalização das empresas ianques, de 6 de Julho de 1960, colocou fora de combate os banqueiros, os grandes capitalistas e os grandes comerciantes, privando desta forma o imperialismo da fundamental base social que podia apoiá-lo na sua tentativa de fazer retornar o país ao passado.

(…) Por outro lado, o imperialismo accionava os seus organismos internacionais, principalmente a imprensa, para caluniar e desprestigiar a Revolução cubana, iniciando uma feroz campanha anticomunista, em defesa da «democracia», da «liberdade» e da «civilização ocidental cristã», de Fulgencio Batista, Oliveira Salazar, Marcelo Caetano, Augusto Pinochet e muitos outros «dignos» representantes.

(…)»

in Introdução, Os Comités de Defesa da Revolução – uma das grandes criações da revolução cubana, Iniciativas Editoriais, Lisboa

#Kaótica

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  1. Manuel Baptista
    3 Julho, 2009 às 9:38 am

    Não sei se estás realmente ciente do que são os Comités de Defesa da Revolução: na realidade, uma polícia que controla e denuncia o que eles acham ser «contra-revolucionário», uma polícia política.
    Devias olhar para a literatura anarquista cubana; inclusive recentemente um autor, Fernandez, escreveu um importante livro sobre a contribuição libertária para a revolução cubana e como depois foram criminalizados, chacinados, presos, torturados, expulsos de Cuba «revolucionária». O que vai acontecer, mais cedo ou mais tarde (segundo um neto do Che – Canek -que é libertário) é que vai haver uma transição para uma sociedade de «capitalismo liberal», em que as pessoas aderem acriticamente ao modelo consumista, sem qualquer desejo de guardar os traços socialistas e revolucionários que pudessem existir. Ou seja, o mais provável é que vai haver uma transição como nos países de leste, onde uma máfia oriunda do PC em decomposição se apropria dos meios produtivos, das riquezas do país.
    Antes da «revolução» os nacionalistas cubanos indignavam-se por Fulgêncio Batista ter transformado o país no «bordel dos EUA».
    Agora, o bordel é exactamente o mesmo, mas pera consumo da UE, de onde muito turista vai para conhecer e apreciar in loco as famosas «gineteras» , tão gabadas pelo Fidel, numa célebre entrevista em que ele dizia, quando lhe perguntavam sobre a proliferação da prostituição:
    «sabe é que até nisso somos diferentes, as nossas gineteras (prostitutas) têm cursos universitáfrios, em que parte do mundo vocês vêem gineteras com cursos universitários? Só em Cuba! » Isto é autêntico, mostra que o homem é machista, considera a prostituição uma «profissão», considera legítimo o estado obter divisas desta maneira, etc.
    A prisão de Cuba não é apenas Guantamano; é a ilha toda!
    Referências em:
    http://www.ainfos.ca/04/nov/ainfos00299.html
    http://www.ainfos.ca/06/aug/ainfos00091.html

  2. libertario08
    4 Julho, 2009 às 3:01 am

    Manuel

    Não estou ciente e por isso estou a ler o livro, que pelos vistos é muito polémico. A ver vamos. Já houve quem me dissesse: «estás a ler este livro? Olha que isso é estalinista.» Claro que cada pessoa que me diz para não ler mais me aguça a curiosidade. É que eu não posso ouvir só uma versão. Oiço a tua opinião com respeito. Escuto as palavras de quem me diz que o livro é estalinista. Mas no final tenho que ler o livro e ser eu a decidir o que hei-de pensar. Provavelmente um dia vem me parar à mão um documento anarquista ou trotskista ou maoista que desdiz tudo o que eu li e nesse caso lerei a sua versão e estarei mais habilitada a confrontá-las e a compreender de que forma se rejeitam mais umas às outras do que ao próprio sistema capitalista. A direita não perde tempo. Está de facto preocupada em ganhar as eleições e em manter o poder e se para o não largar tiver que formar um bloco central e repartir o milho pelos pardais a direita o fará. Enquanto isso a esquerda, ou como já se diz hoje, «as esquerdas» vão continuar a discutir entre si qual vai ser o que mete mais deputados na oposição, mesmo sabendo que o Parlamento tem cada vez menos poderes e que as directivas europeias passam por cima das suas cabeças. Ou combatemos o capitalismo todos os que são contra ele do mesmo lado da barricada, cedendo a fim de encontrar o mínimo múltiplo comum ou então nenhuma organização das esquerdas será nunca alternativa de poder e o capitalismo continuará a imperar.
    Os comités de defesa da revolução foram formados pelo povo cubano que se organizou numa resistência ao imperialismo americano e aos atentados dos seus sinistros tentáculos. Décadas depois da revolução cubana estive em Cuba e falei com cubanos na rua apercebendo-me que o povo cubano ainda sente orgulho por resistir ao imperialismo americano. E têm de facto cursos universitários e são conscientes. Muito mais conscientes do que o povo português. Talvez o estalinismo em Cuba tenha assumido características próprias que me interessem conhecer. Um dia certamente terei oportunidade de saber o que pensam os anarquistas sobre Cuba. E os Trotskistas. E os Morenistas. E os outros todos que não são capazes de se unir numa frente comum.

    #kaótica

  3. 15 Janeiro, 2010 às 10:20 pm

    OI TUDO BEM COM VS!
    VC É MUITO LINDO É VERDADE
    MAS EU QUERO COM VC PQ EU QUERO SEXO
    QUAL SIM OU NAO POR FAVOR

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