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Processos Revolucionários: Revolução Cubana III

fidel castro cubaFoto daqui

«28 de Setembro de 1960. O povo está congregado defronte do Palácio Presidencial para ouvir o Comandante Fidel Castro, que discursará acerca da sua intervenção, dois dias atrás, na ONU. Poucos minutos após o início do acto, explode uma bomba. Fidel interrompe o seu discurso e interessa-se pelo ocorrido. Faz alguns comentários irónicos sobre o imperialismo ianque, e alguns instantes depois explode outra bomba. Sem interromper o seu discurso, Fidel muda o tom de suas palavras e inesperadamente lança o famoso apelo para a organização dos Comités de Vigilância nos quarteirões e bairros das cidades, afirmando:

«Vamos estabelecer um sistema de vigilância colectiva, vamos estabelecer um sistema de vigilância revolucionária colectiva. E vamos a ver como os lacaios do imperialismo se poderão mexer aqui, porque em definitivo, nós vivemos em toda a cidade, um quarteirão, uma mansão, um bairro, que não esteja aqui representado.

Devido às campanhas de agressão do imperialismo, vamos implantar um sistema de vigilância colectiva revolucionária e que toda a gente saiba quem é e o que faz o que vive numa mansão; e que relações teve com a tirania; e a que se dedica; com quem se junta; que actividade realiza. Porque se acreditam que vão poder enfrentar o povo — tremenda derrota vão levar! — porque implantaremos um comité de vigilância revolucionária em cada mansão…, para que o povo vigie, para que o povo observe, e para que vejam que quando a massa do povo se organiza, não há imperialista, nem lacaio dos imperialistas, nem vendido aos imperialistas, nem instrumentos dos imperialistas que se possam mexer.

Estão a brincar com o povo, e não sabem ainda quem é o povo; estão a brincar com o povo, e não sabem ainda a tremenda força revolucionária que há no povo». »

Os Comités de Defesa da Revolução – uma das grandes criações da revolução cubana, Iniciativas Editoriais, Lisboa

#Kaótica

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Categorias:Uncategorized
  1. Manuel Baptista
    9 Julho, 2009 às 7:27 am

    para que as pessoas possam compreender o fosso entre a propaganda do regime castrista e a realidade nua e crua em que se transformou o regime de terror tropical de Cuba ?

    ALGUMAS LEITURAS…

    A-Infos (pt) [Cuba] Liberdade imediata para Gorki ÁguilaAs hostilidades por parte do Estado cubano contra Gorki Águila e aos … embaixadas e consulados de Cuba ao redor do mundo exigindo sua liberdade e …
    http://www.ainfos.ca/ainfos336/ainfos35777.html – Semelhante

    A-Infos (pt) [Cuba] Entrevista com o grupo punk Porno Para Ricardo …1 Jul 2008 … grupo dentro de Cuba. Porque o que dizem nossas letras muita gente já … MLC: Porno Para Ricardo abriu um precedente na cena punk cubana, …
    http://www.ainfos.ca/08/jul/ainfos00016.html – Em cache – Semelhante

    A-Infos (en) Cuba: GALSIC Bulletin No.1 – February 2004 (ca)dissenting voices throughout Cuba. Neither have attempts to restore … Bookfair, saying that “there are no forbidden books in Cuba, but rather …
    http://www.ainfos.ca/04/feb/ainfos00362.html – Em cache – Semelhante

    A-Infos (en) Cuba: GALSIC Bulletin No.0 – 1st Jan. 2004 (ca)independent syndicalists in Cuba who are fighting for the people to recover their … Libertarian Association of Cuba and later the agreements of the 1st …
    http://www.ainfos.ca/04/feb/ainfos00343.html – Em cache – Semelhante

    A-Infos (en) “Cuba Libertaria” #3: Other voices – interview with …3 Jan 2005 … system surpasses all absurdity, given that in Cuba, Marxism is only a school subject, a watchword of the Party and other “organizations of …
    http://www.ainfos.ca/05/jan/ainfos00021.html – Em cache – Semelhante

    A-Infos (en) “Cuba Libertaria” #3: The “Cuban Revolution” today (ca)4 Jan 2005 … Coinciding with a noticeable increase in repression in Cuba and increasingly … only in Cuba, but also abroad through the few die-hard …
    http://www.ainfos.ca/05/jan/ainfos00039.html – Em cache – Semelhante

    A-Infos (pt) [Campanha ‘CUBA LIBRE…DE FIDEL!’]Este é o e-mail do Consulado de Cuba: consuladocuba@uol.com.br. Se tu és a favor da Liberdade, … Pelo fim da PENA DE MORTE EM CUBA! Pelo fim da tortura! …
    http://www.ainfos.ca/03/apr/ainfos00304.html – Em cache – Semelhante

    A-Infos (pt) [Anarqlat] Cuba: Celebram clandestinamente …celebraram pela primeira vez em Cuba, depois da chegada de Castro ao … libertário em Cuba, condenado a embernar por mais de 40 anos pelo …
    http://www.ainfos.ca/03/aug/ainfos00035.html – Em cache – Semelhante

    A-Infos (en) Cuba: The Spanish Revolution Anniversary is …3 Aug 2003 … sympathizers, celebrated for the first time in Cuba, … Cuba, condemned to hibernate for more than 40 years …
    http://www.ainfos.ca/03/aug/ainfos00033.html – Em cache – Semelhante

    Enquanto houver liberdade, temos de denunciar os inimigos da mesma, muito em especial os que se revestem das roupagens da revolução para instalarem o seu regime de privilégios à custa das perseguições, do terror político, da tortura, da discriminação permanente, do banimento e do exílio dos libertários verdadeiros.

    Liberdade – Igualdade – Solidariedade
    O povo cubano triunfará!
    Manuel Baptista

  2. Libertário
    10 Julho, 2009 às 2:36 pm

    Não se entende muito bem o que faz um post destes num blog que se intitula libertário… Fidel liquidou logo após a tomada do poder quase todos os anarcosindicalistas e sindicalistas revolucionários que muito antes de Fidel já lutavam contra o totalitarismo em cuba. Essa repressão continuou até hoje… a figura mais emblemática da repressão de Fidel é o neto do Che Guevara, Kanek Guevara, que está exilado em França… enfim, agora a moda pós-moderna é tudo ao molho.

  3. 10 Julho, 2009 às 3:52 pm

    Não querendo ser advogado de ninguém (tenho apenas a 4ª classe), diria ao camarada que escreveu o comentário anterior (não o assinou) , que o blog tem no link “ACERCA DO BLOG ” matéria suficiente para se esclarecer.

    # Ferroadas

  4. Manuel Baptista
    18 Julho, 2009 às 10:05 pm

    ferroadas: quem escreveu o comentário antes de ti, tem absoluta razão. Não faz sentido chamar «o libertário» um site onde cabe tudo e o seu contrário! Ou são libertários (sinónimo de anarquistas) ou são outra coisa qualquer. Mas não se denominem por aquilo que manifestamente não são ( ou só alguns são??).
    Só acrescenta confusão e faz suspeitar ou de imaturidade ou de intenção de confundir. Ambas coisas a evitar.

    Com amizade,
    Manuel Baptista

  5. libertario08
    23 Julho, 2009 às 2:59 am

    Pela minha parte não sou anarquista, apenas prezo a liberdade de procurar em todas as fontes o que cada uma teve de positivo na história que possa servir de exemplo, para o bem e para o mal, ao momento que hoje se vive. Não sou anarquista como também não sou de nenhum partido partido. Considero-me uma pessoa de esquerda, que abomina o capitalismo e que acrdita na possibilidade de construir em conjunto um mundo melhor.
    Este blogue chama-se “o Libertário” mas tão só porque foi assim que chamaram àqueles que, noutro blogue que não este, ousaram dizer o que pensam, fora do pensamento dominante de um certo partido. Por isso foram convidados a sair ou se retiraram de livre e espontânea vontade e vieram para aqui juntar-se neste blogue “libertário”, ou seja, de pessoas que exercem a liberdade de postar o que quiserem sem haver logo outros a vir dizer o que se pode e o que não se pode dizer para o blogue ser anarquista, ou comunista, ou esquerdista ou sacrista.

    Considero um pouco estranho ter que estar a dar esta explicação toda. Um blogue devia ser um sítio de total liberdade de expressão e onde só vai quem quer. Não me parece que alguém deva impôr aos outros o que deve ou não deve ler, que frases pode ou não escrever, que camisola deve vestir.

    Isto é um blogue de gente com cabeça e cada cabeça sua sentença. Ninguém aqui é responsável pelo que os outros escrevem. Cada um deve ser livre de aqui colocar o que quiser, desde que assine em seu nome.

    Boas férias para todos os visitantes e os da casa!
    Um abraço à equipa do Libertário.

    Kaótica

  6. Ferroadas
    23 Julho, 2009 às 4:27 pm

    Acho que também não deveria dar mais explicações a quem quer que seja, pelo simples facto de no link ACERCA DO BLOG estar lá TUDO.

    De qualquer maneira aqui vai:

    Em Novembro de 2008 eu juntamente com mais dois camaradas (Marreta e Savonarola) numa amena conversa de fim de noite algures por aí, decidimos fazer um blog colectivo diferente dos congéneres, ou seja, um espaço em que cada um escrevesse o que muito bem queira sobre os mais variados temas, sem amarras, dogmas, linha política e onde cada um opine LIVREMENTE. A única objecção é não haver lugar à ofensa pessoal. De seguida juntaram-se a nós os restantes camaradas que actualmente fazem parte do colectivo O Libertário.

    O nome de libertário foi escolhido porque a palavra significa “… que ou aquele que não admite nenhuma restrição às liberdades individuais…” para além da mesma também significar “anarquista” .

    Não quisemos fazer do mesmo um blog anarquista, comunista, esquerdista, quisemos isso sim fazer um blog LIVRE e que não impedisse a LIBERDADE de cada um.

    Este foi o nosso propósito, se alguém ou alguns não compreendem, o problema não é nosso, se querem associar “libertário” a uma só corrente de opinião, o problema continua a não ser nosso. Quem quiser continuar a visitar-nos e respeitar-nos pelos que somos e não pelo que escrevemos, que o continue a fazer, se não……

    Por isso “a liberdade continua a passar por aqui”

    # ferroadas

  7. 23 Julho, 2009 às 5:29 pm

    Camaradas,

    julgo que os últimos comentários anteriores explicam no essencial a filosofia que levou à criação deste espaço. É claro que para além da objecção a que o camarada Ferroadas faz menção de não haver lugar à ofensa pessoal, o objectivo prioritário tal e qual é definido em “Acerca do blog” é o combate ao capitalismo selvagem e ao neoliberalismo.
    Foi também intenção do colectivo desde o início tentar diversificar ao máximo em termos de futuros colaboradores, convidando pessoas que não estivessem apenas conotadas com a linha anarquista, mas que também, dentro da esquerda, pudessem aumentar a pluralidade de opiniões e/ou alternativas para mudar a podridão vigente.
    Creio antes de tudo que não dar voz a outras correntes de opinião que combatem os mesmo cancros sociais reconhecidos dentro de uma área política/social é que não seria libertário, mas totalitário e pouco democrático. Na discussão e na tentativa de encontrar pontos de convergência e consenso é que nasce a luz, aliás o próprio anarquismo não é sinónimo de estagnação e se bem analisarmos, verificamos que mais nenhuma “ideologia” tem tantas correntes de opinião e de acção como o próprio anarquismo, o que penso que é extremamente positivo e salutar. Quer dizer que está, na minha opinião, muitos anos-luz à frente de todas as outras ideologias, pois à medida que novas questões e desafios vão sendo postos, novas respostas e soluções vão sendo criadas para acompanhar a evolução da sociedade.
    O que é facto é que provavelmente seremos dos poucos blogs que conseguimos abarcar pessoas das mais variadas tendências no espectro da esquerda (comunistas do PC, bloquistas, POUS, anarquistas, MRPP) numa convivência sã, livre e democrática, sem facciosismos e fundamentalismos. Isto também é libertário!

    P.S.: Por úlltimo penso que no comentário anterior, na parte final, o camarada Ferroadas quis dizer que “quem quiser continuar a visitar-nos e respeitar-nos pelo que somos e pelo que escrevemos que o continue a fazer, senão…

  8. 23 Julho, 2009 às 5:42 pm

    Rectificação

    No meu último comentário em vez de “… e não pelo que escrevemos…” será “… e pelo que escrevemos…”

    pelo lapso as minhas desculpas.

    # Ferroadas

  9. mescalero
    27 Julho, 2009 às 12:46 pm

    Formalmente o Manuel Baptista tem razão. “Libertário” e “anarquista” são sinónimos e a atribuição deste nome ao blog tem de ter um sentido. Também me parece legitimo que ele questione o blog e aponte o que na sua ideia podem ser as nossas contradições. Não devemos desincentivar a crítica externa. Gostava era de ver mais participação daqueles que aparecem por aí, normalmente uma única vez para depois ninguém mais os ver, e logo para pôr em cheque a actividade dos outros.

    Na prática, o que acontece é que há aqui um conjunto de pessoas com o objectivo de produzirem uma publicação online, com a particularidade de terem escolhido uma forma libertária de se organizarem. E porquê esta opção? Penso que para a maioria dos que aqui escrevem se deve ao esgotamento e ao descrédito na forma de actuar dos partidos. Em certa medida também do que é a própria política, com a sua prática de enganos, corrupção, autoritarismo, traições e a sua natureza de marketing de promessas e indivíduos bem falantes. As próprias pessoas que contribuem para o libertário têm mostrado um sentido anti-autoritário que não desmerece o nome do blog (“anti-autoritário” que também pode ser um termo sinónimo de anarquista). Para dizer a verdade, acho que há aqui, de facto, mais espírito libertário do que na maioria dos colectivos anarquistas “bem constituídos” em que participei fora da net. Isso seria outra discussão a ter, mas posso dizer que aqui não há vacas sagradas, machos alfa ou grupinhos de convergência não assumidos, o que já é uma vantagem, um alívio até, pelo ar puro que se respira.

    Mas afinal qual é realmente o problema em usarmos a designação “Libertário”? Com a quantidade diminuta de sítios anarquistas na internet, sendo que a maioria vive fechada sobre si mesmo, falando para os do costume, acho que seria de incentivar o surgimento de iniciativas próximas ideologicamente que pretendem combater os mesmos inimigos. As caixas de comentários estão abertas para o contraditório e o debate, e pode-se ver pelas respostas a esta interpelação que os contribuidores do blog não se furtam à conversa.

    Uma última nota para comentar esta frase do Manuel Baptista

    “Só acrescenta confusão e faz suspeitar ou de imaturidade ou de intenção de confundir. Ambas coisas a evitar.”

    Não nego que possa fazer confusão, aqui estou de acordo, é um aspecto negativo desta opção que tomamos. Agora que as duas alternativas para explicar a nossa opção sejam a imaturidade ou uma qualquer jogada suja não posso aceitar. Não me alongo sobre isto porque o que foi dito também não tem substância, mas não posso deixar de fazer notar que ser anarquista não é andar com um “A” circulado na camisola ou conhecer com profundidade a história e a teoria do movimento. Há uma prática anti-autoritária que vai das pequenas às grandes opções e atitudes que é preciso exercitar.

  10. 27 Julho, 2009 às 4:26 pm

    Amigo e camarada Mescalero

    A ideia foi essa mesmo, a de construir um blog onde caibam todas as opiniões, nomeadamente aquelas que procuram alternativas ao sistema instituido, um espaço onde todos se sintam LIVRES de opinar, não quisemos fazer um espaço só de uma corrente, como dizes, desses há por aí bastantes, aliás como disse o Marreta n’o Libertário existem, comunistas, anarquistas, trotskistas e acrescentava também revolucionários que pretendem a união de toda estas forças revolucionárias na luta comum contra o liberalismo, o fascismo e o capitalismo. E é aqui que está a diferença. O nome do blog é, penso eu, o que menos importa. Se alguém associa o mesmo a anarquismo, tem razão de o fazer, só que não foi com essa ideia a razão de o escolher, foi-o, como o disse no meu comentário anterior baseado em “…que ou aquele que não admite nenhuma restrição às liberdades individuais…” ou “…que ou aquele que pugna pela emancipação do proletariado e dos oprimidos…” ou “…diz-se de quem prega a liberdade absoluta …” , etc..

    # Ferroadas

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