O EXEMPLO DE AIVADOS (II)

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No seguimento do post dedicado a Aivados elaborado pela camarada Mariazinha em 26/1/2009 e colocado aqui no Libertário, decidi acrescentar algo mais à história daquela terra e daquelas gentes, contada por um habitante no passado dia 20 de Agosto durante uma visita por mim feita.

Nada existe de concreto, a história de Aivados perde-se no tempo e segundo tem passado de pais para filhos, a mesma remonta a 1645 reinava em Portugal D.João IV.

Uma tal Maria Lemos proprietária de vastas terras alentejanas teria doado ao Povo de Aivados cerca de 400 hectares de terra. Durante alguns anos o Povo não se entendeu, para além de alguns nobres e o clero quererem usurpar as terras. Até que em 1655 o Rei D.João IV, decretou que aquelas terras seriam do Povo de Aivados e só ele poderia administra-lo.

Dizer também que actualmente, para além do que vem mencionado no post aqui publicado pela camarada Mariazinha, hoje Aivados tem características únicas e absolutamente libertárias, como exemplo (será que foi aqui que o 1º ministro se inspirou?) cada nascido em Aivados recebe €50 da comunidade, a família de cada falecido recebe também €50. Em Dezembro cada cabeça de casal recebe €25 e cada criança €15. Toda a produção de gado ou produtos agrícolas são do Povo, cujos lucros da venda dos mesmos revertem para a comunidade, assim como o aluguer de duas pedreiras ou terrenos de cultivo.  

Vale a pena ir até Aivados, conhecer in-loco a vida daquele Povo, sua história e como é bom viver numa comunidade assim, sem chefes, sem mandantes, sem caciques, sem caudilhos, enfim, viver em Liberdade plena, onde o culto da personalidade não existe.

Tudo é de todos, nada é de ninguém.

# Ferroadas

 

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  1. 25 Agosto, 2009 às 11:22 pm

    É assim mesmo Ferroadas,basta o povo querer tudo é possível.
    Gostaria poder ter ido mas não tive oportunidade. Apesar da “crise” este ano
    têm sido excepcionamente bom para o turismo e como tal não tenho tido mãos a medir.

    Beijos

    #Mariazinha

  2. 26 Agosto, 2009 às 10:15 am

    Afinal onde é que está a utopia? Então não é tão fácil viver assim?
    É necessário é educação e consciencialização das pessoas e incutir-lhes que é possivel e prático poder viver sem intermediários chupistas e sem mandantes.
    O problema é que o lóbi do chupismo, compadrio e lambe-botismo, que subsiste interligando estes três ramos, é no presente mais forte e apoia-se no poder económico para continuar a ser dominante.

    Suadações libertárias do Marreta.

  3. antonio
    10 Novembro, 2009 às 8:04 pm

    Obrigado pela ajuda a divulgar Aivados. Procuro mais sobre a minha aldeia.
    António

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