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Archive for the ‘Movimento Social’ Category

É tudo a gamar….

19 Janeiro, 2011 Deixe um comentário
A burguesia partidária (PS, PSD, PCP, CDS, BE, VERDES!!!!! e MRPP!!!!) do burgo recebeu do nosso dinheiro no ano findo (2010) qualquer coisa como (não caiam da cadeira) 71,7 milhões de Euros, sendo o PS o mais agraciado (30 Milhões de Euros). Disto ninguém fala, digo ninguém desses partidos claro. Falam eles  em “moralização” dos gastos e dos subsídios estatais aos mesmos,  como se isso fosse possível, se são eles que “mexem” na massa, é o mesmo que dizer a um pasteleiro que não prove o creme dos pastéis de nata. Como se verifica é tudo farinha do mesmo saco no que toca a “massas”. Se a uns acho normal o gosto pelo “material”, já aos restantes acho estranho o silêncio. Coisas……
Já agora e dentro da mesma linha, como é possível a presidência da república gastar em 2010 também do dinheiro de todos nós, qualquer coisa como 18 milhões de Euros, dizer apenas que a casa Real espanhola gastou no mesmo período 9 milhões.
E arma-se esta gente nos mais sérios da paróquia, nos defensores dos pobres e oprimidos, da moralização e defesa da coisa pública e na equitativa distribuição da riqueza, para mim não passam duns salafrários de meia-tigela, ainda por cima com o meu dinheiro. Merda para tal gente.
# Jota Daniel
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UM DIA O POVO ACORDARÁ

Temos assistido ultimamente ao descalabro total da chamada classe política do burgo. Os nossos políticos, são, na sua maioria medíocres, alguns até roçam o péssimo. Os casos de pura e dura incompetência são tantos e tão diversificados que seria fastidioso enumerá-los, para além de não caberem no espaço físico do blog. Desde a corrupção generalizada, onde (quase) todos têm as orelhas a arder, passando pelo compadrio e tachismo geral, continuando no beija-mão aos poderosos, terminando na subserviência aos chefes, tudo junto define a pobreza imensa e a falta de escrúpulos que esta gente tem.

Não me admirava nada que dentro de poucos anos só esta cambada vote neles próprios, pois tenho para mim que o Povo sente vergonha de tão “ilustres” e desavergonhados personagens e na sua imensa inteligência os mande à merda.

Penso que o sistema actual, “fabrica” às carradas, (qual fábrica chinesa de t’shirts) este tipo de mentecaptos, por isso, continuo a pensar que temos condições para mudar, para alterar o sistema, para encontrar alternativas, para, de uma vez por todas, o Povo se levantar em uníssono e dizer BASTA.

Para tal é necessário coragem e vontade. Um dia o Povo acordará.

 # Ferroadas

ARTE É EDUCAÇÃO

libertário

 

Mais uma vez os Professores se uniram este Sábado numa mega manifestação para contestar as politícas de Educação deste governo. 

E como Arte é Educação, compus esta imagem com alguns aspectos mais criativos do acontecimento.

BASTA DE DITADURA TECNOLÓGICA!

FORÇA PROFESSORES A RAZÃO ESTÁ DO VOSSO LADO!

 

free

SOLUÇÕES? CLARO QUE AS HÁ…

31 Maio, 2009 1 comentário

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imagem ferroadas

Numa altura em que a política partidária e seus seguidores entraram na falácia fácil para paspalho ouvir, o cidadão esfomeado, desempregado, explorado e humilhado, lá vai carregando a sua cruz, de esmola em esmola até à desgraça final.

Todos sabemos que estes senhores nada trazem de novo, a não ser as mesmas feiras e mercados, as mesmas lambedelas em idosos e criancinhas, os mesmos porta-chaves e isqueiros, as mesmas caras de hipócritas, as mesmas promessas, as mesmas aldrabices, no fundo, a mesma mediocridade.

Gostaria de perguntar a alguns desses tecnocratas a cheirar a perfume caro, que inalam cocaína, que vestem Armani e mascam tabaco cubano, o que fariam de concreto se se encontrassem desempregados, postos fora de casa por falta de pagamento ou sem dinheiro para comprar alimento para os filhos, sim, que fariam estes burgueses travestidos de defensores da plebe. Sim camaradas e amigos salvo raríssimas excepções (e estes não entram em fantuchadas destas)esta gente nunca soube o que foi o pão que o diabo amassou,  nunca limparam o suor da testa com a cota da mão, foram criados em berço de ouro, alguns (bastantes) trocaram a vida de burguês da linha pela burguesia partidária e pelos corredores do poder, outros, mais “progressistas” , lá vão subindo a escada do poder fingindo ser o que nunca foram, como podem eles saber o que queremos na realidade, o que necessitamos, quais as nossas carências efectivas, nunca o saberão. Os segundos dizem ser a vanguarda da classe operária;  os primeiros defensores dos valores da liberdade, afirmando ainda que os empresários devem ser “ajudados” vs financiados pelo estado, pois só assim se consegue diminuir o desemprego, etc., etc., só demagogia, pura demagogia.

 Soluções de curto prazo

 1 – Auto-gestão e controle total por parte dos trabalhadores das empresas cujos patrões a coberto da “crise” as encerram na maioria das vezes de forma fraudulenta.

 2 – Retomar e reorganizar o sector pesqueiro e agrícola e coloca-lo ao serviço do povo.

 3 – Nacionalização dos sectores base da economia (EDP, Galp, banca e seguros).

 4 – Saída imediata da UE

 Estes são a meu ver e para já as quatro medidas primordiais.

 O estado tem poder constitucional para o fazer, a auto-gestão e as cooperativas estão consignadas na constituição, assim como as nacionalizações. Quanto à UE  bastava para tal haver um referendo. O Povo decidia.

 O dinheiro que estão a dar a banqueiros e patrões que já provaram a sua incompetência, posto ao serviço do Povo, traria uma maior justiça e repartição igualitária da riqueza.

 # ferroadas

Blogues e movimentos independentes apelam à participação na manifestação de sábado

Profs

Nos últimos tempos, as divergências sobre os objectivos e métodos da contestação docente têm sobressaído nos blogues de professores, mas a três dias da última manifestação do ano lectivo tanto a blogosfera como os movimentos independentes decidiram avançar para um apelo inédito: “Sair à rua, todos juntos outra vez, é o que teme o Governo e é do que a escola pública precisa. Por isso encontramo-nos no próximo sábado”.

No apelo recorda-se as três manifestações e as duas greves realizadas desde o ano passado.”São momentos que não se esquecem e que despertaram o país. Os professores deixaram bem claro que não se deixam intimidar e que não sacrificam a qualidade da escola pública”.

A situação é assim descrita: “Este governo desfigurou a escola pública”. Três momentos: “O modelo de avaliação docente é uma fraude que só prejudica alunos, pais e professores”; “partir a carreira docente em duas, de uma forma arbitrária e injusta, só teve uma motivação economicista e promove o individualismo”; “a imposição dos directores burocratiza o ensino”.

“É a educação que está a perder”, frisam os subscritores, recordando que este é um momento em que se “debatem as escolhas para o país e para a Europa” e que os “professores têm uma palavra a dizer”.”Sair à rua em força é arriscar um futuro diferente”.

O apelo é subscrito pelos blogues A Educação do Meu Umbigo, ProfAvaliação, Correntes, (Re)Flexões, Educação SA, O Estado da Educação, Professores Lusos, Outòólhar e O Cartel. E pelos movimentos APEDE (Associação de Professores em Defesa do Ensino), MUP (Movimento Mobilização e Unidade dos Professores), PROmova (Movimento de Valorização dos Professores), MEP (Movimento Escola Pública) e CDEP (Comissão em Defesa da Escola Pública)

O Bilros&Berloques associa-se a este apelo.

#Isabel Bilros

RUPTURA COM A FALSA DEMOCRACIA

21 Maio, 2009 1 comentário

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O capitalismo selvagem levou-nos inevitavelmente ao estado de crise actual, da especulação bolsista àos off-shores entrepostos de todo o tipo de branqueamento de negócios marginais de mafias de diversos poderes, levaram à queda de um sistema sem regulação que levaram ao desemprego e consequente pobreza milhares de cidadãos trabalhadores .

Por outro lado a Comunidade Europeia como estado regulador de uma Europa que se pretendia unida falhou, pois, a sua falsa Democracia, limita-nos com as suas directivas, ratificadas pelas suas organizações de concertação social e ONG´s, financiadas pelos grandes impérios económicos. com o intuito de defender os poderes instalados dos senhores do mundo que tentam manter a todo o custo o controlo do poder.

Portanto urge renacionalizar os principais meios garante do bem comum, Defender os serviços públicos de qualidade na saúde, educação, justiça assim como defender a igualdade de oportunidades para todos os cidadãos. Construir portanto uma verdadeira Democracia de Nações soberanas unidas na luta por um mundo mais justo. Um mundo de cidadãos livres de plenos direitos .

# free

Categorias:Movimento Social

A importância dos movimentos sociais na Grande Depressão

30 Abril, 2009 2 comentários

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Foto: telegraph.co.uk

Seguindo a sugestão de leitura no Tempo das Cerejas sobre um tema da actualidade, Obama e as comparações com Franklin Roosevelt, damos com um artigo com uma tese bastante interessante, que embora seja uma posição tradicionalmente defendida pelo pensamento  libertário, não é comum em publicações liberais.

Muito sucintamentente, o que é defendido é a noção de que têm sido os movimentos sociais, forçando políticas de esquerda e obrigando os governantes a ajustar a sua agenda, que têm impulsionado reformas e progressos económicos e sociais nos EUA. Para isso centra-se no exemplo do New Deal de Franklin Roosevelt.

Roosevelt implementou um importante pacote de medidas económicas a que chamou de New Deal com o fim de combater a Grande Depressão do final dos anos 20 e anos 30 – a mesma que os economistas comparam aos tempos que vivemos, afirmando inclusive que a crise actual já ultrapassou em gravidade esse período. A este respeito tem-se feito  comparações entre Roosevelt e Obama, pegando na crise com que ambos se deparam, no facto de serem ambos democratas, de Obama ter criado um fundo de esperança e de se esperar dele um conjunto de medidas equiparadas ao New Deal que venham a salvar a economia.

Como é referido no artigo, há opiniões divergentes sobre o que verdadeiramente alavancou a economia norte-americana nesse período e acabou com a crise. Os republicanos afirmam a pés juntos que foi a guerra mundial a responsável e aproveitaram a subida posterior ao poder para exercer o seu direito hitórico a escrever a história dos vencedores. Os democratas, naturalmente, acham que foi o New Deal.

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Foto: chicagotribune.com

Mas na realidade, a verdadeira história dificilmente é igual à que é observada do ponto de vista das torres de escritórios e dos gabinetes executivos. Neste período, os movimentos sociais acabaram por se tornar decisivos ao ganharem força com o mau estar provocado pela crise. Exemplos disso são o movimento pela atribuição de bónus aos veteranos de guerra, o movimento Townsend que reclamava cheques mensais de 200 dólares para as pessoas com mais de 65 anos, o American Federation of Labor e o Committee for Industrial Organization que conseguiram uma legislação nacional que permitisse a sindicalização, etc. Medidas originadas nos movimentos sociais, impulsionadas por eles, que acabaram por influenciar o congresso e, aí sim, chegar à administração e ao presidente.

Outros exemplos significativos do que são governantes a andar a reboque da vontade popular, sabe deus o quanto a contra-gosto (e ficando-nos apenas pelos lembrados no artigo que são todos da terra do tio Sam) são o movimento abolicioniosta que pressionou Lincoln a libertar os escravos e o congresso a assegurar a sua cidadania, a influência dos anti-federalistas na elaboração da constituição de Filadélfia em 1787 e a poder decisivo do movimento sufragista que conseguiu ultrapassar as resistências e más-vontades do presidente Woodrow Wilson.

A ideia de que os movimentos sociais de base podem e devem ter um papel central na gestão da sociedade é amplamente defendida e divulgada nos meios libertários. Estes movimentos não devem ser apenas de base mas quanto mais horizontais melhor, isto é, se pretendem realmente ser a voz e o instrumento de acção das populações, tem de partir delas a iniciativa e não de técnicos ou dirigências que com o tempo e com o acesso aos tais gabinetes executivos acabam por se corromper e se metamorfosear em algo parecido com os bonecos pomposos que nos observam das tais torres fortificadas de escritórios. Os movimentos sociais são uma forma de reivindicar e pressionar os poderes concentracionários por medidas revolucionárias como justiça, liberdade e paz e, ao mesmo tempo, oferecem a possibilidade de construir no aqui e agora o mundo que desejamos e pelo qual lutamos.

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Categorias:Movimento Social