PARTIRAM AS VENTAS AO BERLUSCONI

14 Dezembro, 2009 2 comentários

O primeiro-ministro italiano, Sílvio Berlusconi, passou a noite de ontem para hoje no hospital milanês de San Raffaelle, a recuperar de uma agressão de ontem, após um comício, em que Massimo Tartaglia o atingiu nas ventas com uma réplica metálica da catedral de Milão e o deixou com o nariz partido, o lábio rachado e menos dois dentes. Diga-se de passagem que, ao fim de meses de repetidos e crescentes escândalos minando a sua imagem pública, que vão desde suspeitas de envolvimento com a máfia, a uma série de casos de alegada corrupção e envolvimento com prostitutas, esta porrada nas ventas vem mesmo a calhar…

 

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UM DIA O POVO ACORDARÁ

Temos assistido ultimamente ao descalabro total da chamada classe política do burgo. Os nossos políticos, são, na sua maioria medíocres, alguns até roçam o péssimo. Os casos de pura e dura incompetência são tantos e tão diversificados que seria fastidioso enumerá-los, para além de não caberem no espaço físico do blog. Desde a corrupção generalizada, onde (quase) todos têm as orelhas a arder, passando pelo compadrio e tachismo geral, continuando no beija-mão aos poderosos, terminando na subserviência aos chefes, tudo junto define a pobreza imensa e a falta de escrúpulos que esta gente tem.

Não me admirava nada que dentro de poucos anos só esta cambada vote neles próprios, pois tenho para mim que o Povo sente vergonha de tão “ilustres” e desavergonhados personagens e na sua imensa inteligência os mande à merda.

Penso que o sistema actual, “fabrica” às carradas, (qual fábrica chinesa de t’shirts) este tipo de mentecaptos, por isso, continuo a pensar que temos condições para mudar, para alterar o sistema, para encontrar alternativas, para, de uma vez por todas, o Povo se levantar em uníssono e dizer BASTA.

Para tal é necessário coragem e vontade. Um dia o Povo acordará.

 # Ferroadas

“VEJO À MINHA VOLTA GENTE COM VONTADE DE DAR VOLTA A ISTO”

O ex-candidato à Presidência da República Manuel Alegre disse esta sexta-feira, no Entroncamento, que «este é o tempo de uma nova atitude» e de «novas responsabilidades sociais, éticas e políticas», num «combate que vale a pena e que chama por nós».
Manuel Alegre iniciou o seu discurso reafirmando a sua condição de militante socialista e de homem de esquerda «mas acima de tudo um português preocupado com a sua pátria».

EH EH EH EH EH EH EH EH EH EH EH …

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Governo não sabe quanto gastou com BPN

28 Novembro, 2009 1 comentário
O ministro das Finanças revelou no parlamento que a situação líquida do BPN (activos menos passivos) está entre os 1.800 mil milhões e 2 mil milhões de euros negativos, de acordo com a última avaliação, feita por duas entidades independentes encarregues de avaliar a situação do banco antes da privatização.
Teixeira dos Santos, disse também que ainda não é possível estimar o custo da nacionalização do BPN.
Este governo não sabia o valor do défice, não sabia a percentagem do desemprego, não sabia do valor do aumento da criminalidade, e agora não sabe quanto gastou no BPN, mentem descaradamente e ganham eleições…PORREIRO PÁ!!!
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La ‘Robin Hood’ de los bancos evita la cárcel

27 Novembro, 2009 Deixe um comentário
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Entrevista a Raoul Vaneigem

20 Novembro, 2009 2 comentários

▴ Chris Marker’s Gay-Lussac (Paris, May 1968)
Image courtesy Peter Blum, New York.

Excertos da entrevista de Hans Ulrich Obrist a Raoul Vaneigem em Agosto deste ano para a revista e-flux. A entrevista era bastante extensa e por isso resolvi traduzir apenas algumas partes relevantes.

Hans Ulrich Obrist: Acabei de visitar Edouard Glissant [escritor, poeta, romancista, teatrólogo e ensaísta francês] e Patrick Chamoiseau [escritor francês], que escreveram um apelo a Barack Obama. Qual seria o teu apelo ou conselho a Obama?

Raoul Vaneigem: Recuso-me a cultivar qualquer tipo de relação com pessoas de poder. Concordo com os Zapatistas de Chiapas que não querem ter nada a ver nem com o Estado nem com os seus chefes, as máfias multinacionais. Eu proponho a desobediência civil de forma que as comunidades locais possam formar, coordenar e começar a auto-produzir poder natural, uma forma de cultivo mais natural e serviços públicos finalmente libertos dos esquemas do governo quer seja de direita ou de esquerda. Por outro lado, dou as boas-vindas ao apelo de Chamoiseau, Glissant e os seus amigos para a criação de uma existência em que a poesia de uma vida redescoberta coloque um fim ao estrangulamento mortal da mercadoria.

[…]

Hans Ulrich Obrist: A Internacional Situacionista definiu o situacionista como alguém que se compromete a construir situações. Que eram essas situações para ti, concretamente? Como definirias o projecto situacionista em 2009?

Raoul Vaneigem: Pelo seu próprio estilo de vida e de pensamento, o nosso grupo estava já a esboçar uma situação, como um primeiro desembarque em pleno território inimigo. A metáfora militar é questionável, mas transmite a nossa vontade em libertar a vida diária do controlo e estrangulamento de uma economia baseada na exploração lucrativa do homem. Nós formamos um grupo-em-risco que estava consciente da hostilidade do mundo dominante, da necessidade de ruptura radical, e do perigo de ceder à paranóia típica das mentes sob cerco. Mostrando os seus limites e as suas fraquezas, a experiência situacionista também pode ser vista como uma meditação crítica sobre o novo tipo de sociedade esboçada pela Comuna de Paris, o movimento Makhnovista e a República de Conselhos dizimada por Lenine e por Trotsky, pelas comunidades libertárias em Espanha mais tarde esmagadas pelo Partido Comunista. O projecto situacionista não é acerca do que acontece assim que a sociedade de consumo é rejeitada e uma sociedade humana genuína emerge. Ao invés, ele esclarece agora como a vida pode suplantar a sobrevivência, o comportamento predatório, o poder, o comércio e o reflexo-de-morte.

[…]

Hans Ulrich Obrist: Escreveste muito sobre a vida, não sobre a sobrevivência. Qual é a diferença?

Raoul Vaneigem: Sobrevivência é vida orçamentada. O sistema de exploração da natureza e do homem, a partir do Neolítico Médio com a agricultura intensiva, causou uma involução em que a criatividade – uma qualidade específica dos seres humanos – foi suplantada pelo trabalho, pela produção de um poder avarento. A vida criativa, como se começou a desenvolver durante o Paleolítico, declinou e deu lugar a uma luta brutal pela subsistência. A partir de então, a predação, que define o comportamento animal, tornou-se o gerador de todos os mecanismos econômicos.

[…]

Hans Ulrich Obrist: No seu livro «Making Globalization Work», Joseph Stiglitz defende uma reorganização da globalização no sentido de trazer maior justiça, a fim de diminuir os desequilíbrios mundiais. O que achas da globalização? Como é que nos podemos livrar do lucro como motivação e em vez disso procurar o bem-estar? Como é que nos livramos do imperativo do crescimento?

Raoul Vaneigem: A moralização do lucro é uma ilusão e uma fraude. Tem de haver uma ruptura definitiva com um sistema económico que tem sistematicamente propagado a ruína e a destruição ao mesmo tempo que pretende, por entre a miséria generalizada, produzir um hipotético bem-estar. As relações humanas devem substituir e terminar com as relações comerciais. A desobediência civil significa desrespeitar as decisões de um governo que defrauda os seus cidadãos para apoiar o desfalque do capitalismo financeiro. Para quê pagar impostos ao estado-banqueiro, impostos usados em vão para tentar tapar o ralo da corrupção, quando pelo contrário podemos direccioná-los para a auto-gestão de redes de energia livre em cada comunidade local? A democracia directa de conselhos auto-geridos tem todo o direito de ignorar os decretos da democracia parlamentar corrupta. A desobediência civil a um Estado que nos está a saquear é um direito. Cabe-nos aproveitar esta mudança histórica para criar comunidades onde o desejo pela vida supere a tirania do dinheiro e do poder. Não precisamos de nos preocupar nem com a dívida pública, que encobre uma enorme fraude no interesse público, nem com o artifício do lucro a que eles chamam de “crescimento.” De agora em diante, o objetivo das comunidades locais deve ser o de produzir para si próprias e para si próprias todos os bens de valor social, atendendo às necessidades de todos – necessidades autênticas, isto é, não as necessidades pré-fabricados pela propaganda consumista.

Hans Ulrich Obrist: Edouard Glissant distingue entre globalidade e globalização. A globalização elimina as diferenças e homogeneíza, enquanto globalidade é um diálogo global que produz diferenças. O que achas da sua noção de globalidade?

Raoul Vaneigem: Para mim, deve significar agir localmente e globalmente através de uma federação de comunidades em que a nossa democracia parlamentar desviadora de fundos e corrupta é tornada obsoleta pela democracia direta. Conselhos locais serão criados para tomar medidas que favoreçam o meio ambiente e a vida quotidiana de todos. Os situacionistas chamaram a isto “criar situações que excluam qualquer retrocesso.”

[…]

Hans Ulrich Obrist: No seu livro «Utopistics», Immanuel Wallerstein afirma que o nosso sistema mundial está a passar por uma crise estrutural. Ele prevê que serão necessários mais vinte a cinquenta anos para um sistema mais democrático e igualitário substituir este. Ele acredita que o futuro pertence a instituições «desmercantilizadas» e livres de custo (segundo o modelo, digamos, das bibliotecas públicas). Portanto, devemos opor-nos à mercantilização da água e do ar. Qual é a tua opinião?

Raoul Vaneigem: Não sei quanto tempo levará a transformação actual (esperemos que não muito, pois gostaria de a presenciar). Mas não tenho dúvidas que esta nova aliança com as forças da vida e da natureza disseminará igualdade e gratuidade. Devemos ultrapassar a nossa indignação natural pela apropriação lucrativa da nossa água, ar, solo, meio ambiente, plantas e animais. Devemos criar colectivos capazes de gerir os recursos naturais em benefício dos interesses humanos, não dos interesses do mercado. Este processo de reapropriação que eu prevejo tem um nome: auto-gestão, uma experiência tentada muitas vezes em contextos históricos hostis. Neste altura, dada a implosão da sociedade de consumo, parece ser a única solução tanto do ponto de vista individual como social.

[…]

Hans Ulrich Obrist: Poderias falar sobre o princípio da gratuitidade (estou extremamente interessado nisso; como curador de museu sempre acreditei que os museus devem ser livres – Arte para Todos, como Gilbert e George o colocam).

Raoul Vaneigem: Gratuitidade é a única arma capaz de despedaçar a poderosa máquina de auto-destruição posta em movimento pela sociedade de consumo, cuja implosão está ainda a libertar, como um gás mortal, mentalidade de sovina, cupidez, ganho financeiro, lucro e predação. Museus e cultura devem ser livres, concerteza, mas também o deviam ser os serviços públicos, actualmente presos aos esquemas das multinacionais e estados. Comboios gratuitos, autocarros, metros, cuidados de saúde, escolas livres, água livre, ar, electricidade, energia livre, tudo através de redes alternativas a serem criadas. À medida que a gratuitidade se espalha, novas redes de solidariedade erradicam o estrangulamento da mercadoria. Isto porque a vida é uma dádiva gratuita, uma criação contínua que a vil especulação do mercado nos priva.

#mescalero

 

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Fortes protestos marcam celebração de revolta estudantil na Grécia

18 Novembro, 2009 Deixe um comentário

«Hoje (17), em Atenas, milhares de pessoas participaram da marcha anual em memória a revolta estudantil de 1973 na Grécia. Aproximadamente 6.000 manifestantes engrossaram o bloco anarquista, um dos maiores dos últimos anos.

No bairro de Exarchia foram registrados fortes confrontos entre manifestantes e a polícia, onde os ativistas montaram barricadas e lançaram coquetel molotov, pedras e garrafas contra os agentes de segurança. Pelo menos 300 pessoas foram presas.

Em Tessalônica, também houve choques entre manifestantes e a polícia grega. Jovens atiraram coquetel molotov nos policiais e chegaram a quebrar janelas de bancos e queimar uma motocicleta da polícia.

Na cidade de Iráclio, na ilha de Creta, dezenas de anarquistas ocuparam a prefeitura local. Manifestantes danificaram diversos estabelecimentos comerciais de luxo e bancos 24 horas.

Em Patras, milhares de pessoas também foram para as ruas para protestar. Os manifestantes destruíram diversos bancos e carros. Muitas janelas de vidro de estabelecimentos comerciais foram quebradas.

Em 17 de novembro de 1973 estudantes foram assassinados durante uma revolta que resultou na derrota do governo militar grego, pelo menos 23 pessoas morreram e centenas foram presas, quando tanques e soldados invadiram o campus da Universidade Politécnica de Atenas. O número de mortos nunca foi oficialmente estabelecido e algumas fontes defendem que o número seja muito maior. Desde então o 17 de novembro é celebrado como um dia de revolta na Grécia.

Fotos Atenas: http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1105219

Fotos Tessalônica: http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1105299

Fotos Patras: http://patras.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=6408

agência de notícias anarquistas-ana»

#mescalero

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