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Poder Popular

23 Janeiro, 2011 Deixe um comentário

É HORA DE DIZER BASTA

11 Março, 2010 2 comentários
O governo prepara-se para entregar ao grande patronato mais uma fatia de empresas estratégicas e rentáveis. Em nome da “crise” que a existir é só para alguns, estes liberais a roçar o ultra-conservadorismo, vão dar aquilo que poderia e deveria ser do Povo. Falavam de Cavaco que em tempos fez merda idêntica, Ferreira Leite segui-lhe os passos,  contribuindo para o acumular de riqueza por parte de amorins e quejandos, o Povo, esse, continua impávido e sereno a assistir à degola daquilo que lhe pertence. Que país é este que todo o seu tecido produtivo está em farrapos ou para lá caminha e o que nos resta é entregue assim ao grande capital? Para onde caminhamos?  Onde está este Povo que conheci e que se batia por ideais? Onde estão os “grandes” pensadores da esquerda? Onde dizem a isto? Não bastam as greves pontuais e as manifestações de encher o olho, o Povo quer acção, se não são capazes ou lhes falta a coragem, demitam-se e entreguem o destino do Povo ao Povo.
 
Meus amigos, já é mais que hora de dizer basta a esta gente, é hora de nos unirmos e correr com a BESTA.
 
Só nós o poderemos fazer, vamos para as ruas, para as fábricas, para os campos, deixe-mo-nos de individualismos bacocos e, de uma vez por todas, dizer BASTA.  
 

UM DIA O POVO ACORDARÁ

Temos assistido ultimamente ao descalabro total da chamada classe política do burgo. Os nossos políticos, são, na sua maioria medíocres, alguns até roçam o péssimo. Os casos de pura e dura incompetência são tantos e tão diversificados que seria fastidioso enumerá-los, para além de não caberem no espaço físico do blog. Desde a corrupção generalizada, onde (quase) todos têm as orelhas a arder, passando pelo compadrio e tachismo geral, continuando no beija-mão aos poderosos, terminando na subserviência aos chefes, tudo junto define a pobreza imensa e a falta de escrúpulos que esta gente tem.

Não me admirava nada que dentro de poucos anos só esta cambada vote neles próprios, pois tenho para mim que o Povo sente vergonha de tão “ilustres” e desavergonhados personagens e na sua imensa inteligência os mande à merda.

Penso que o sistema actual, “fabrica” às carradas, (qual fábrica chinesa de t’shirts) este tipo de mentecaptos, por isso, continuo a pensar que temos condições para mudar, para alterar o sistema, para encontrar alternativas, para, de uma vez por todas, o Povo se levantar em uníssono e dizer BASTA.

Para tal é necessário coragem e vontade. Um dia o Povo acordará.

 # Ferroadas

A BATALHA DAS IDEIAS NA CONSTRUÇÃO DE ALTERNATIVAS (4)

23 Fevereiro, 2009 Deixe um comentário

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Entrou em vigor na passada semana um dos maiores golpes palacianos de que há memória em Portugal, refiro-me à entrada em vigor do novo código do trabalho.

Bem barafustam sindicatos e patronato, aliás não vi os primeiros fazerem acções concretas de rua, com greves e levantamentos populares para “obrigar” governo e patronato a recuar, o que vi (vimos) foram acções esporádicas que nada resolveram, o que vi (vimos) foram patrões e governantes, actuar a seu belo prazer mandando às malvas tudo o que são direitos adquiridos por nós.

 

As multi-nacionais que a troco de contribuírem para o “desenvolvimento” do país e

empregarem a nossa mão de obra para o qual receberam milhões de euros, para além de outras  benesses de natureza fiscal e não só, abandonam-nos com os bolsos cheios, deixando atrás de si milhares de desempregados e famintos.

 

Que fez o governo?

Que fizeram os sindicatos?

 

Palavreado e só palavreado.

 

Os primeiros, quais vendilhões de meia tigela, vêm-se agora a braços com um exército de desempregados, com vários (exércitos) de famintos e com a economia de rastos. Os segundos não souberam ou não quiseram mobilizar os trabalhadores na defesa intransigente dos seus postos de trabalho, com acções concretas e objectivas, limitando-se a berrar e fazendo aqui ou ali uma ou outra greve ou manifestação sem consequências.

 

Que fazer?

 

Já vimos que dentro deste sistema os trabalhadores não têm hipóteses, necessitamos de encontrar alternativa ao mesmo, o actual quadro político-partidário também nada resolve, pois encosta-se ao status-quo vigente e vive na sua sombra, entregando-se às quezílias parlamentares esquecendo-se do fundamental, falando muito e actuando pouco ou nada. Por isso, o que o Povo e os trabalhadores necessitam é de serem eles a tomar conta efectiva dos seus destinos, para isso e para que a mudança se faça temos de:

 

Não deixar que nos destruam o nosso posto de trabalho

Organizar grupos de trabalhadores e de forma enérgica fazer valer os nossos direitos

Mobilizar a população, na aldeia, na vila, no bairro, para juntos nos opormos energicamente ao encerramento de empresas e se tal for necessário ocupar as mesmas na defesa e manutenção dos nossos postos de trabalho

Nunca recuar perante ameaças vindas de onde vierem

 

A hora é de luta

 

Continua….

 

ferroadas

 

A BATALHA DAS IDEIAS NA CONSTRUÇÃO DE ALTERNATIVAS (PARTE 3)

15 Fevereiro, 2009 9 comentários

Por muito que nos queiram dizer que a “crise” é fruto do tal “subprime” que estalou que nem castanhas no Outono nas mãos da banca, banqueiros e afins lá pelas Américas, eu continuo a afirmar que a mesma se deve à incompetência dos governantes, à ganância dos capitalistas e à nossa (do Povo) total ignorância e fragilidade.

Que soluções podemos apresentar para debelar a mesma?

Que fazer?

Deixar que estes mesmos incompetentes a resolvam?

Quanto à primeira questão, uma das soluções passa por tomarmos consciência que a crise é destinada a nós, é a forma do capitalismo nos vergar, nos obrigar a ceder, basta verificar as palavras do patronato vs governos, “temos a todo o custo de salvaguardar os postos de trabalho” quanto a mim é pura demagogia, a única coisa que querem salvaguardar são eles próprios, pois quando a coisa azeda, fecham e partem para outra.

Quanto à segunda questão, para problemas radicais, soluções a condizer, fábrica que encerre, será fábrica ocupado pelos trabalhadores, a auto-gestão e o cooperativismo tem raízes antigas e de sucesso, quantas empresas são geridas e bem, em regime de auto-gestão ou cooperativa, para tal basta haver vontade e determinação, para mais as mesmas estão consignadas na constituição da republica,

Artigo 61.º
(Iniciativa privada, cooperativa e autogestionária)
1. A iniciativa económica privada exerce-se livremente nos quadros definidos pela Constituição e pela lei e tendo em conta o interesse geral.
2. A todos é reconhecido o direito à livre constituição de cooperativas, desde que observados os princípios cooperativos.
3. As cooperativas desenvolvem livremente as suas actividades no quadro da lei e podem agrupar-se em uniões, federações e confederações e em outras formas de organização legalmente previstas.
4. A lei estabelece as especificidades organizativas das cooperativas com participação pública.
5. É reconhecido o direito de autogestão, nos termos da lei.

A terceira questão talvez a mais complicada de resolver, como todos sabemos e que por mais voltas que se dê, o poleiro (digo governos) giram à volta de dois partidos (PS vs PSD) com ou sem maioria serão estes os que por lá se eternizarão!!!! e como vimos gente competente não abunda por lá. Ora temos de encontrar outras soluções, pelo voto quer PCP quer BE dificilmente atingirão a governação, pelo menos nos moldes actuais, pois a forte carga ideológica do primeiro e a pouca experiência do segundo não têm dado ao Povo as orientações necessárias a que tal aconteça. Uma união das esquerdas era a solução, mas, também aqui e nos moldes actuais dificilmente acontecerá, talvez um dia, quando os mesmos abandonarem o pouco que os divide e se unirem ao muito que os une, talvez se vislumbre a luz ao fundo do túnel.

Necessitamos de mais acção e menos retórica, de mais participação e menos estaticismo, o país está mal, o Povo na sua maioria passa mal, existem gravíssimos problemas sociais que se irão inevitavelmente agravar, para a grande burguesia a crise gera riqueza, para os mais débeis a mesma gera (mais) pobreza. Temos de estar atentos e vigilantes, o capitalismo prepara-se para nas nossas costas continuar a manobrar e decidir e como todos sabemos dali não vem nada de positivo para nós.

Continua…..

# ferroadas

A BATALHA DAS IDEIAS NA CONSTRUÇÃO DE ALTERNATIVAS (PARTE 2)

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Em 2008 fecharam ou faliram 3.344 empresas à média de quase 10 por dia, enviando para o desemprego cerca de sessenta mil trabalhadores. Os distritos que mais “forneceram” o rol foram o Porto e Lisboa, só estes dois distritos contribuíram com 70% das falências, o sector da construção civil lidera as “preferências”.

 

Entretanto, o estado continua a distribuir à tripa forra por tudo o que é bancos, banqueiros e afins, assim como aos grandes barões da indústria e comércio, na expectativa de serem estes os mais necessitados esquecendo porém o essencial, os pequenos comerciantes e industriais, os trabalhadores independentes e fundamentalmente os pensionistas e reformados pobres.

 

O sistema actual não consegue sair do colete de forças em que caiu, fruto da liberalização desenfreada dos mercados, em que tudo valia, onde o dinheiro, o poder e o controlo era a razão primeira, deixando sempre a pessoa como acessório.

 

O capitalismo tem nas seitas (maçonaria, opus-dei e outras) aliados de peso que tudo controlam e em tudo se infiltram, conseguindo assim, tornar as lutas dos trabalhadores em torno das suas reivindicações tarefa quase impossível.

 

Culpados, sim existem culpados, são todos os que para além de perfilharem as razões do capitalismo, se deixam embrulhar em promessas bacocas e vãs de um futuro próspero na base do “mercado” financeiro, dos jogos sujos da bolsa (quem não se recorda do célebre capitalismo popular do sr. Cavaco muito em voga nos anos noventa?) em que o comprar acções era um óptimo investimento e onde (quase) todos foram na conversa, com as consequências que se conhecem. Não foi o grande capital o causador da situação actual? Não foi a ganância desenfreada do capitalismo também causador? E que fizeram os neo-liberais? Deixaram andar. Que fizeram os economistas que agora berram aqui del-Rei? Deixaram andar. Que fizeram os governantes? Deixaram andar.

 

Por isso está na hora de pedirmos responsabilidades a esses senhores e como?

 

Tirá-los do poder,  mudar o sistema, substituí-lo por outro de raízes populares, dar o poder ao Povo, limpar-mos a sujidade e a podridão acumulada ao longo dos anos, tribunais populares para julgar essa gente, dar ao Povo o que lhe pertence, principalmente a sua dignidade, ocupar fábricas e terras, congelar as grandes fortunas, expulsar os capitalistas estrangeiros do país, nacionalizar os sectores base na economia (energia, transportes e comunicações, banca e seguros), rescindir unilateralmente todos os acordos internacionais, nomeadamente com a UE e NATO, etc..

 

Sim, como podemos mudar o sistema se os causadores da nossa desgraça continuam impávidos e serenos a repartir o poder? Não, não basta alterar os lugares no parlamento, tirar os carecas e por os cabeludos, tirar os gordos e colocar os magros, se queremos alterar o estado a que isto chegou temos de ter a coragem que tiveram os Homens e Mulheres de Abril, fazer a revolução novamente.

 

Se não o fizermos, o capitalismo e a burguesia continuarão a esmagar-nos e a humilhar-nos, continuaremos  a ser o que sempre fomos, meros números estatísticos.

 

 Continua….

 

# ferroadas

 

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A BATALHA DAS IDEIAS NA CONSTRUÇÃO DE ALTERNATIVAS (PARTE 1)

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Com o mundo a braços com umas das suas maiores crises, Portugal, país pobre e de enormes contrastes sociais vive a crise com maiores dificuldades.

Só na terça-feira, em todo o mundo, calcula-se e segundo a OIT (Organização Mundial do Trabalho) teriam sido despedidos setenta mil trabalhadores, por cá os despedimentos são uma realidade sem que o sistema o consiga resolver.

 

O estado, continua impávido e sereno a assistir à delapidação do nosso tecido produtivo, não sendo capaz de encontrar soluções para resolver os vários problemas. Empresas outrora viáveis, são agora um monte de sucata e recordações, muitas delas recebendo dinheiros públicos, inauguradas com pompa e circunstância pelos vários governos.

 

Porque não se entregam essas empresas aos trabalhadores e eles que tomem conta das mesmas em regime de autogestão, sim, porquê enviar milhares de trabalhadores para o desemprego se o estado tem a solução. Porque não ajuda o estado essas novas empresas auto-gestionárias e as promove junto dos clientes? Em vez de colocar milhões em tipos que não foram capazes pela incompetência e pior ainda, por aquilo que “desviaram” para adquirir automóveis de luxo ou férias num qualquer resort paradisíaco, acompanhado por uma qualquer prostituta finória, sim, é para isto que esses trafulhas querem o dinheiro, esta gente está-se borrifando para a empresa e menos ainda para os trabalhadores.      

 

O capitalismo continua a “mamar” na teta do estado, na nossa “teta”, quando este mesmo estado se recusa a dar mais uns euros a pensionistas e/ou reformas mais baixas, prepara-se e em alguns casos já o fez, em injectar milhões, muitos milhões em bancos e empresas de índole bastante duvidosa. Este mesmo estado que continua a fazer figura de rico, quando tem a maioria do Povo com fome.

 

Existe solução, claro que sim, só temos de ser fortes e determinados, denunciar as injustiças e esclarecer o Povo, nas tertúlias, nas associações, no nosso trabalho, etc.. Temos de dizer à burguesia que estamos determinados a mudar, temos as soluções, temos os meios, temos a nossa força.

 

Agora que o capitalismo está moribundo e enquanto alguns se vão entretendo a fazer cócegas ao sistema, pois têm interesse em manter o satus-quo e as mordomias, a luta para derrubar o sistema burguês tem de ser com actos, com determinação e coragem, com soluções efectivas para o Povo, ser ele a decidir, a organizar, nunca nas suas costas ou muito menos em seu nome. A revolução está próxima, vamo-nos preparando.

# ferroadas  

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