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Posts Tagged ‘desemprego’

RATING

5 Abril, 2011 2 comentários

“o rating é uma opinião sobre a capacidade e vontade de uma entidade vir a cumprir de forma atempada e na íntegra determinadas responsabilidades”

Muito se tem falado e escrito sobre estas tenebrosas empresas que nos põem, não demora muito, a pão e água, pelo menos.

Não tendo eu conhecimento para falar do assunto, deixo isso para os “entendidos”, sempre vou dizendo o seguinte:

As empresas de Rating são meros instrumentos nas mãos do capitalismo para disfarçar vs branquear as suas manobras sinistras.

A crise do Subprime nos USA’s e posteriormente alargado a todo o mundo que levou à crise económica de 2006 e que dura até hoje, não se sabendo quando acaba, foi obra dessas tenebrosas entidades.

O exemplo que se segue é sintomático.

O tipo (A) compra uma casa ao banco (B). O Banco (B) vende a um banco de investimento (C)  os créditos do (A).  (B) investe esse dinheiro por intermédio de (C) em investimentos de alto risco (também conhecidos por lixo tóxico) aconselhados pela empresa de rating (R). Todas estas transacções estão seguradas na seguradora (H). (R) sabe que o risco é alto, mas mesmo assim diz aos investidores para comprarem. Entretanto o “negócio” é altamente rentável para todos, ao ponto do banco (B) dar crédito a toda a gente, mesmo a quem não possa pagar, pois (C) compra tudo a (B) e (H) garante o risco de incumprimento de todas as partes, a troco de elevados prémios pagos por (A). Entretanto esta autêntica pirâmide de interesses vários começa a desmoronar-se quando (A) começa a ter dificuldade em pagar a (B) que entretanto tinha vendido a (C) e “investido” em “lixo tóxico”. Entretanto (H) vê-se a braços com o pagamento da cobertura a (B) e (C), (exemplo a maior seguradora do mundo AIG) sem dinheiro para pagar entrou em falência). A partir daqui foi o que se conhece e tudo culpa das empresas de Rating que davam como  “bons” investimentos de “lixo tóxico”. A banca entrou em colapso e tiveram de ser os bancos centrais com todos os custos inerentes ao erário público a “tapar” os erros de investimento, investimentos esses “aconselhados” pelas tais empresas de Rating.

Para melhor compreensão aconselho verem o documentário “Inside Job”

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Processos Revolucionários: Revolução Cubana I

24 Junho, 2009 4 comentários

«A Revolução popular avançada desde Janeiro de 1959 é um resultado, historicamente necessário, das consequências funestas para a nação e para o povo, e das contradições insolúveis que caracterizam o regime de subordinação ao imperialismo estrangeiro, à economia semicolonial dentro de uma estrutura capitalista e o latifúndio semifeudal.cuba livre 2

daqui

Dentro desse regime, dominado pelo imperialismo ianque, Cuba não podia resolver nenhum dos seus problemas básicos: não podia acabar com o seu atraso económico, com o monocultivo, com o desemprego crónico, com a fome e a miséria de amplos sectores operários e camponeses, com o analfabetismo e a falta de direitos democráticos e liberdades verdadeiras para o povo».

in Introdução, Os Comités de Defesa da Revolução – uma das grandes criações da revolução cubana, Iniciativas Editoriais, Lisboa

#Kaótica

POI: Comunicado sobre o momento actual na Grécia

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Communique :

” à propos DE LA MOBILISATION DE LA POPULATION ET DE LA JEUNESSE EN GRÈCE “

Le POI est pleinement solidaire de la révolte légitime des jeunes et des travailleurs grecs contre la violence de la police et contre la misère à laquelle ils sont condamnés.

Les jeunes qui se sont soulevés par milliers appartiennent à la « génération 600 ».

Pourquoi 600 ? Parce que la déréglementation du travail imposée par un gouvernement qui est le relais de l’Union européenne condamne la majorité d’entre eux à des « petits boulots » payés 600 euros par mois.

Les centrales syndicales grecques ont refusé de répondre à l’appel à l’union nationale lancé par le gouvernement Caramanlis. Elles ont maintenu leur appel à une grève générale, massivement suivie, contre l’odieuse répression policière, contre les licenciements, les salaires de misère et les privatisations. Qui pourrait contester la légitimité de leur décision, alors que, dans le même temps, banquiers et spéculateurs, comme dans toute l’Union européenne, croulent sous les milliards des plans de « relance » et de « sauvetage »?

Le peuple et la jeunesse se sont dressés à Athènes ces derniers jours. Dans toute l’Europe, la politique des gouvernements aux ordres de Bruxelles ne crée-t-elle pas les conditions de l’explosion sociale ?

Sur l’une des banderoles portée par les jeunes manifestants, on pouvait lire : « Du fric pour l’éducation, pas pour les banquiers, ni les bombardiers F16 ! »

Ne rejoignent-ils pas le combat des 120 000 enseignants qui manifestaient à Lisbonne le 8 novembre ? Celui des 200 000 lycéens, étudiants et professeurs défilant dans 48 villes de France le 20 novembre ?

Ce dimanche 7 décembre, 328 délégués se sont réunis en Conférence nationale pour l’unité à Limeil-Brévannes, à l’initiative du POI.

Ils ont lancé un appel pour une marche unie sur Paris de toute la population, des jeunes, des organisations ouvrières, des élus pour exiger que soient prises les mesures de salut public face à la catastrophe en cours : interdiction des licenciements, annulation de tous les plans et contre-réformes détruisant l’emploi dans les services publics.

Cet appel doit être entendu.

En refusant de satisfaire ces revendications vitales, en continuant de relayer les injonctions de la Banque centrale européenne, le gouvernement laisserait-il au peuple et à la jeunesse d’autre choix que la mobilisation générale pour les faire respecter ?

Paris, le 11 décembre 2008

Les secrétaires nationaux du POI :
Claude Jenet, Gérard Schivardi, Jean Markun, Daniel Gluckstein

#Kaótica