Arquivo

Posts Tagged ‘eleições’

Poder Popular

23 Janeiro, 2011 Deixe um comentário

É tudo a gamar….

19 Janeiro, 2011 Deixe um comentário
A burguesia partidária (PS, PSD, PCP, CDS, BE, VERDES!!!!! e MRPP!!!!) do burgo recebeu do nosso dinheiro no ano findo (2010) qualquer coisa como (não caiam da cadeira) 71,7 milhões de Euros, sendo o PS o mais agraciado (30 Milhões de Euros). Disto ninguém fala, digo ninguém desses partidos claro. Falam eles  em “moralização” dos gastos e dos subsídios estatais aos mesmos,  como se isso fosse possível, se são eles que “mexem” na massa, é o mesmo que dizer a um pasteleiro que não prove o creme dos pastéis de nata. Como se verifica é tudo farinha do mesmo saco no que toca a “massas”. Se a uns acho normal o gosto pelo “material”, já aos restantes acho estranho o silêncio. Coisas……
Já agora e dentro da mesma linha, como é possível a presidência da república gastar em 2010 também do dinheiro de todos nós, qualquer coisa como 18 milhões de Euros, dizer apenas que a casa Real espanhola gastou no mesmo período 9 milhões.
E arma-se esta gente nos mais sérios da paróquia, nos defensores dos pobres e oprimidos, da moralização e defesa da coisa pública e na equitativa distribuição da riqueza, para mim não passam duns salafrários de meia-tigela, ainda por cima com o meu dinheiro. Merda para tal gente.
# Jota Daniel

«Apenas o combate vale a pena!»

4 Junho, 2009 1 comentário

euro-flag

DECLARAÇÃO COMUNISTA ANARQUISTA POR OCASIÃO DAS ELEIÇÕES PARA O PARLAMENTO EUROPEU

Eleições europeias:

De 4 a 7 de Junho os votantes europeus são chamados às urnas para escolher quem os irá «representar» no Parlamento europeu. Enquanto comunistas anarquistas, não pensamos que as eleições possam trazer qualquer mudança real, sendo que preferimos a democracia directa à democracia representativa. Por outras palavras, preferimos que as decisões que afectam os trabalhadores sejam tomadas pelos próprios, colectivamente. O funcionamento e objectivos da União Europeia são opostos a este modelo de auto-decisão e portanto aos interesses dos trabalhadores e do povo. Os seus líderes desprezam tanto o povo que – embora perguntem a nossa opinião – a única resposta permitida é a que aceita a linha política da UE, definida previamente noutra instância. A atitude da UE face à rejeição por referendo do Tratado estabelecendo a Constituição para a Europa exemplifica este facto. Além disso, os reais líderes da UE (a Comissão Europeia, o presidente do Banco Central Europeu, etc) não estão sujeitos a qualquer controlo democrático e portanto estão ainda mais livres para defender esses interesses contra os interesses da classe trabalhadora. Isto pode ver-se com as políticas de descarada liberalização e privatização que têm sido aplicadas, na austeridade orçamental e monetária (política iniciada em Maastricht). No actual período de crise, tais políticas somente causam sofrimento às pessoas da classe trabalhadora. Não tem sido visível qualquer efeito prático no relaxamento do Pacto de Estabilidade, que impõe défices públicos muito baixos. Embora o Banco Central Europeu tenha aceite atenuar a política de austeridade monetária, fê-lo de uma maneira muito limitada, que apenas irá contribuir para o aprofundar da crise na Europa. A União Europeia é uma máquina de guerra contra os direitos sociais e os trabalhadores, em especial contra os migrantes: o «dumping» social, o corte nos «custos do trabalho», a caça aos imigrantes, os fechos de fronteiras, a cooperação entre polícias, etc. Portanto, a União Europeia não é uma instituição neutral cujas políticas precisam de ser «redesenhadas» – é a satisfação do poder capitalista, dedicado a servir os patrões e os banqueiros. A eleição de novos deputados não mudará, de modo nenhum, esta situação. Apenas as lutas sociais conjuntas de todos os trabalhadores por toda a Europa, num vasto movimento social, poderão parar estas políticas e encorajar o crescimento de uma força revolucionária contra o capitalismo e suas instituições, em direcção a outra sociedade. Uma sociedade baseada nos verdadeiros ideais internacionalistas da liberdade, igualdade e solidariedade.

Federazione dei Comunisti Anarchici (Itália)
Alternative Libertaire (França)
Workers Solidarity Movement (Irlanda)
Liberty and Solidarity (Reino Unido)

[tradução para português por Luta Social ]

http://www.luta-social.org/2009/06/declaracao-comunista-anarquista-por.html

#Kaótica

Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não!

Video recolhido na manifestação de professores de dia 8 de Março de 2008 – dizem que eram 100 000 mas eu acho que eram muitos mais e que nem todos eram professores! A unidade é possível e desejável!!!

Tenho por hábito fazer um post propositadamente para o Libertário. Desta vez porém não é isso que vai acontecer por dois motivos que passo a apontar:

1. Porque neste momento me encontro totalmente empenhada em ajudar a organizar a campanha da Lista do POUS para as eleições para o Parlamento Europeu, com todas as tarefas que isso implica, o que me deixa pouco tempo para outras coisas;

2. Porque considero importante continuar a defender a Escola Pública e a luta dos professores, a qual tem agendada uma manifestação para o próximo dia 30. Não considero esta a forma de luta mais eficaz, embora não possa deixar de participar e de apelar a que todos os professores o façam. Mais, na minha opinião, os professores já nada podem fazer sozinhos. É urgente que todos se unam nesta luta: professores, alunos, pais, funcionários públicos (toda a função pública é hoje alvo do mesmo ataque aos vínculos e carreiras, logo todos deviam estar unidos na mesma luta) e todos os trabalhadores em geral, pois a Escola Pública é a escola dos filhos dos trabalhadores. Quando as pessoas perceberem isto, hão-de perguntar às suas direcções sindicais por que têm separado a luta de cada sector em vez de unirem todos os sectores na mesma luta. E os dirigentes das maiores centrais sindicais hão-de ter que explicar aos trabalhadores por que se vão passear para Madrid, no quadro da CES (Confederação Europeia de Sindicatos), Carvalho da Silva e João Proença marchando lado a lado, e por que essa unidade cá em Portugal não é possível de realizar para defender os trabalhadores do despedimento, da perda de direitos e da luta desunida a que os têm sujeitado.
Ontem mesmo, numa escola, os alunos receberam o primeiro-ministro e a ministra da educação mais a sua comitiva com as seguintes palavras de ordem: «Governo fascista é a morte do artista»; vi agora mesmo as imagens e desta vez não me pareceu nada que fosse uma mobilização organizada, mas sim espontânea. Mais uma vez os nossos governantes tiveram que fugir pela porta do cavalo.

Deixo aqui e por todo o lado, para memória futura, o relato de uma outra recepção, que muito me impressionou e comoveu. Posso mesmo afirmar que ultimamente foi a forma de resistência que mais me convenceu a continuar a apoiar a luta dos professores — destes professores!, não dos outros que a troco de benefícios vão perdendo a dignidade da sua luta:

09-May-2009

7 de Maio de 2009, dia do patrono da ES/3 Dr. José Macedo Fragateiro. A Ministra da Educação aproveitou a efeméride para ir à escola entregar diplomas e, supostamente, ver a Escola antes das obras que aí vão ser realizadas. Tudo ocorreu com grande secretismo, mas, no próprio dia, adivinhava-se que a visita ia mesmo acontecer.

Ao final da tarde, no exterior, foram-se juntando professores/as de várias escolas de Ovar, vestidos de luto, que de mãos dadas em silêncio, foram ladeando a porta de entrada da escola, por onde presumivelmente passaria o carro da ministra.

Finalmente chegou, mas “num golpe de rins” o carro guinou para um portão lateral.

Maria de Lurdes Rodrigues teve medo daquele luto e daquele silêncio. A indignação foi tão grande que, espontaneamente, em coro (forte, muito forte) os professores gritaram: “há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não!”. Foi um momento de grande emoção colectiva.

Dentro da escola os professores também vestiam de luto.

A ministra entro, falou, entregou diplomas, mas os professores mantiveram-se obstinadamente juntos e silenciosos. Depois o “Canto Décimo”, também de luto vestido dedicou o seu canto aos professores portugueses, e à memória de José Fragateiro, evocando a frontalidade democrática que o caracterizava, e que o faria, certamente, estar ao lado dos professores, nestes tempos tão difíceis que estão a passar.

No fim da sessão, um grupo de professores entregou à Ministra um documento de protesto, que deixamos aqui, para que conste. A resistência continua! E a Ministra foi-se embora sem visitar a Escola.

Senhora Ministra da Educação

Excelência

Hoje, dia 7 de Maio de 2009, a nossa Escola – a Escola Secundária com 3.º Ciclo do E.B. José Macedo Fragateiro – está em festa.

Durante todo o dia foi possível verificar, em muitos dos nossos espaços interiores e exteriores, o profissionalismo, a dedicação e empenho dos professores, dos alunos e dos funcionários que integram o conjunto da nossa comunidade escolar.

Ao longo do dia, por entre todas as actividades aqui realizadas, pudemos também perceber e sentir o espírito e a presença do legado que nos deixou o nosso patrono, colega e companheiro de alguns de nós em tempos difíceis do nosso sistema educativo, o Dr. José Macedo Fragateiro

O Dr. Fragateiro foi e continua a ser para nós um modelo de pedagogo que, sem alaridos nem arruaça, soube mostrar-nos (a professores, a alunos e a funcionários) como se deve combater pela liberdade, pela justiça e pela qualidade da escola pública. O Dr. Fragateiro foi e continuará a ser para nós um exemplo de cidadão que não verga a cerviz e não cede a tiques de autoritarismo ou à imposição de quaisquer tipo de mordaça ou inibição da liberdade e autonomia que deve reger o verdadeiro trabalho docente (um magistério!) nem ficaria indiferente perante toda e qualquer manifestação de ataque à dignidade e prestígio da função docente. Se cá estivesse ainda, certamente estaria ao nosso lado e não aceitaria a perda da democracia na gestão das escolas nem alinharia com processos de pseudo-avaliação de desempenho docente nem com a divisão da nossa carreira em diferentes categorias.

Neste dia, portanto, que foi de festa e de alegria, não poderíamos deixar de lhe manifestar – em nome da grande maioria dos professores desta escola – a nossa tristeza e mágoa por tudo o que o seu Ministério nos tem feito e continua a fazer, destruindo a nossa vontade de trabalhar mais e sempre em prol da formação dos nossos alunos como cidadãos livres, críticos e independentes.

A senhora Ministra sabe certamente as razões por que lhe dizemos isto.

Professores da Escola Sec. José Macedo Fragateiro
#Kaótica

A BURGUESIA PREPARA-SE

Image and video hosting by TinyPic

imagem ferroadas

Como dizia há tempos, este ano (2009) vai ser um fartote, a partidarite de alto teor capitalista, prepara-se para “derreter” o que têm e não têm nas eleições burguesas. Os orçamentos serão aumentados de forma absolutamente vergonhosa, os mesmos passam de 22.500€ para 1.257.660€ (55 vezes mais) faz com que o “circo” se transforme, como sempre, num lavar de roupa (de seda fina) suja e bastante encardida.

 Estes políticos não têm nenhuma sensibilidade e veja-se, todos os partidos do sistema aprovaram tais medidas, até o PCP e o BE mandando o “anti-capitalismo” às malvas, são, tal como os demais, mais amigos do vil metal que galinha de milho.

 Num país carregado de esfomeados, o Estado vai gastar, sim, vai sair dos nossos bolsos, 100 milhões de euros nas três eleições, entretanto o capitalismo nacional e não só, se encarregará de fazer mover as máquinas partidárias burguesas com os “donativos” adjacentes, é um fartote, isto sem contar com o que entra pela porta do cavalo sem controlo de qualquer espécie. Continuarão os aldrabões, vigaristas e corruptos a manobrar as mesmas, o Povo, esse, amarrado ao futebol, às telenovelas e à esperança adiada dum futuro que nunca chega, vai, mais uma vez, ser enganado, para gáudio dos políticos profissionais cá do burgo e da burguesia instalada em Bruxelas e Estrasburgo. Haja dinheiro e carne fresca que oportunistas há procura de tacho não faltam.

Entretanto, num país de “bananas”  o Alberto João das mesmas, gastou em 2008, 500.000€ (QUINHENTOS MIL EUROS)  em viagens “secretas”, provavelmente foi às “meninas” a Bruxelas, ou quem sabe contratou o serviço de algumas acompanhantes de luxo. É tudo a gamar às claras, a lata (leia-se impunidade) é tanta que já não o fazem às escondidas, para mais, lá pela Ilha a pobreza extrema atinge 40% da populaça. 

Para onde caminhamos, para o abismo de certeza.    

# Ferroadas

PORTUGAL LIBERTÁRIO

13 Dezembro, 2008 Deixe um comentário

comuna-paris-7

O ano de 2009 aproxima-se e com ele três actos eleitorais, a feira de vaidades costumeira começa a preparar o baile. Sei que ainda é cedo para se falar em eleições, mas que querem, não acham que a “campanha” eleitoral já começou?

A burguesia reinante já prepara terreno, já identificou os seus alvos, as oficinas de estamparia e afins não vão ter crise, os chinocas esfregam as mãos de contentes, t’shirts, bonés, porta-chaves e quejandos não vão faltar.

As máquinas partidárias, longe da crise que (devia) tocar a todos, preparam-se para gastar o que têm e não têm, o estado (todos nós) sempre amigo nestas ocasiões dá uma preciosa ajuda, banqueiros, especuladores, bandidos e mafiosos, idem. O dinheiro (o nosso dinheiro) que devia servir para causas mais nobres, esfuma-se que nem nevoeiro em Agosto, e para quê?

Se no final do ano (eleições) o liberalismo de cariz fascisoide por lá vai continuar, governantes e deputados serão os mesmos ou outros travestidos destes, o paleio vai ser igual, os figurões de agora serão as figurinhas futuras, o grandes capital continuará a manobrar os políticos, os ricos continuarão mais ricos, os reformados estarão piores, os desempregados idem, a precariedade continuará e por aí fora.

 Que fazer?

Teremos de consciencializar o Povo de que esta gente não nos serve, não vamos nunca conseguir alterar o que quer que seja pelo voto, a partidite vigente quer é festas e comezanas,  a mudança está na insurreição popular, na luta do Povo na rua, nas greves, nos levantamentos populares, organizarmo-nos em comunas e a partir daí, só o Povo com a sua acção e voz, terá soberania para conquistar a verdadeira sociedade socialista e libertária.          

 # ferroadas

 

Categorias:REVOLUÇÃO Etiquetas:, ,